Dados da Fiocruz indicam aumento de internações de idosos por Síndrome Respiratória

Doença é uma das consequências da Covid-19

Escrito por Redação 05/08/2021 13:39, atualizado em 05/08/2021 14:26
Dados indicam que o cenário ainda é de gravidade
Dados indicam que o cenário ainda é de gravidade . Foto: Divulgação

Dados do boletim InfoGripe, divulgados na quarta-feira (4) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicaram uma possível reversão na tendência de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. A elevação do número de casos ocorre após cerca de quatro meses mostrando queda de internações.

Os dados do boletim registraram sinal de queda na tendência de longo prazo, considerando as últimas seis semanas, mas, quanto às últimas três semanas, os dados indicam sinal moderado de crescimento, com redução no número de mortes nos dois períodos. A análise indica ainda que as faixas de 60 a 69 anos e de 70 a 79 anos continuam em uma situação bem melhor do que a apresentada em picos anteriores. A preocupação, no entanto, é com a população acima de 80 anos. 

Nessa faixa etária, outros fatores podem ser agravantes ao quadro de saúde. Entre eles, a transmissão comunitária ainda elevada, menor afetividade, maior tempo desde a segunda dose e possível efeita de perda de imunidade (imunossenescência), causada por conta da idade.

As pesquisas foram produzidas por um grupo para a Vigilância Epidemiológica da Fiocruz (Mave/Fiocruz) e do Observatório Covid-19. Todas as projeções tem como base o Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica da Fiocruz (Sivep-Gripe), do Ministério da Saúde.

O estudo aponta ainda que a população de crianças de zero a nove anos vive o pior momento da pandemia, enquanto a faixa de 30 a 39 anos está em uma situação mais grave do que no pico ocorrido no final de 2020, embora tenha registrado uma leve melhora. 

Os dados sinalizam que o cenário segue ainda muito grave. Os pesquisadores alertam que esse quadro manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares elevados, com risco de agravamento nas próximas semanas caso não sejam adotadas medidas de mitigação.

Gostou da matéria?
Compartilhe!

Veja também

Mais lidas