Saquarema: Maracanã do surf vai receber Etapa do Circuito Mundial de Surfe da WSL

Surfista Ricardo Tatuí tira algumas dúvidas sobre essa modalidade que tem causado interesse em muitas pessoas

Escrito por Redação 05/08/2021 13:19, atualizado em 05/08/2021 14:06
Rio de Janeiro já tem data confirmada para o WSL
Rio de Janeiro já tem data confirmada para o WSL . Foto: Thiago Diz / WSL

A World Surf League anunciou nesta quarta-feira (4) o retorno da etapa que ocorre no estado do Rio de Janeiro, município de Saquarema, para a temporada de 2022. O evento acontecerá entre os dias 27 de junho a 4 de julho. A etapa brasileira foi cancelada em 2021 em razão da pandemia.

A praia que deve receber os principais atletas do mundo é a de Itaúna, considerada o “Maracanã do Surf”. Entretanto, caso as condições de ondas não sejam favoráveis, a Barrinha pode receber as disputas (como aconteceu nas duas últimas etapas disputadas). A cidade que não recebeu o campeonato em 2020 e 2021 tem expectativas de casa cheia ano que vem para fazer bonito. 

Os organizadores prometem um calendário redesenhado com um novo formato. Algumas das mudança incluem: homens e mulheres vão ter o mesmo calendário pela primeira vez, e a introdução de um corte entre os surfistas no meio da temporada. Após cinco etapas, o campeonato masculino é reduzido de 36 para 24 surfistas e o feminino de 18 para 12. Os eliminados vão disputar Challenger Series, nova divisão de acesso à elite, que vai ter oito etapas.

A atual temporada tem mais duas etapas. No México, entre 10 e 19 de agosto e no Taiti, entre 24 e 3 de setembro. A WSL Finals será disputada em Trestles, entre 9 e 17 de setembro. Gabriel Medina é o único classificado até o momento. 

O campeão olímpico Ítalo Ferreira está na segunda colocação do ranking com 33.555 pontos e Filipe Toledo é o terceiro com 32.065. Na categoria feminina, Carissa Moore é a líder do ranking. A brasileira Tatiana Weston-Webb é a quarta colocada. 

Modalidade ganha admiradores nas Olimpíadas

Após a medalha de ouro de Ítalo Ferreira no surf,  nas Olimpiadas, o interesse em saber mais sobre o esporte aumentou entre os internautas. Observando isso, o jornal O SÃO GONÇALO conversou com Ricardo Aguiar, de 53 anos, surfista há 43 e ex-competidor. Para quem vai começar a acompanhar agora o esporte, Aguiar explica como funciona a competição.

"O QS é a etapa que qualifica pra primeira divisão e o CT é primeira divisão do surf mundial, as notas que são dadas nas competições elas vão de fraca a excelente", disse sobre os critérios avaliativos. "Existe uma janela, por exemplo, no CT são 10 dias, dentro desses dias o campeonato acontece em 3. Entre os 10 eles precisam escolher 3 dias com as melhores ondas e consequentemente poder alcançar as melhores pontuações. O surf não é como o atletismo ou a natação que funciona igual para todos, ele depende de como a praia vai estar no dia. Um dia pode rolar ondas maiores outro menores, o mar como a gente sabe varia muito.", finalizou. 

Mais conhecido como Tatuí pela galera do surf, ele explica que uma bateria no CT dura 30 minutos. A disputa é feita entre dois surfistas que pegam as ondas que quiserem dentro desse tempo. As duas melhores notas se somam e dão o resultado final de cada competidor.

Sobre sua vida nomar, Ricardo conta que começou nos circuitos na cidade Niterói ainda como amador. Depois, ele surfou por ondas maiores.

"Depois de Niterói, eu comecei a competir no Rio pela FESERJ e depois competi no Brasil pela ABRASP que coordenava o circuito tanto amador quanto profissional. Fui campeão carioca e brasileiro, comecei a disputar aqui no Brasil e em paralelo competia algumas etapas do QS. Depois que eu consegui patrocínio, me dediquei bastante ao QS, que são as etapas espalhadas pelo mundo, e consegui me classificar para o CT e fiquei 3 anos competindo. Essa é a trajetória de um surfista que quer chegar no lugar mais alto do surf, onde hoje temos Gabriel Medina, Ítalo Ferreira...", disse.

Tatui já venceu uma etapa da primeira divisão da Etapa do Mundial na França, em Biarritz  no ano de 1994, e deixa um recado para galera que está querendo começar

"É fundamental para quem está iniciando que busque uma escolinha, é preciso saber o equipamento ideal, o melhor local de surf...só assim da para evitar serias lesões. Fiquem numa escolinha por pelo menos alguns meses e quando estiver preparado, voe sozinho. E uma dica para quem está buscando conhecer o surf é acompanhar a pagina oficial da WSL", deu a dica.

Atialmente, já aposentado do surf profissional, Ricardo dá aulas particulares com no máximo três alunos em Itaipu ou itacoatiara. Ele está no instagram (@rtatui). 

Gostou da matéria?
Compartilhe!

Veja também

Mais lidas