Bolsonaro volta a defender medicamentos sem eficácia contra a Covid-19 em comentário homofóbico: 'Ivermectina mata bichas'

Ao longo da entrevista, ele ainda comentou: 'Eu tomei a cloroquina, mais de 200 tomaram aqui, e ninguém foi a óbito'

Escrito por Redação 23/07/2021 11:14, atualizado em 23/07/2021 13:30
Comentário homofóbico foi feito em entrevista à Rádio Jovem Pan
Comentário homofóbico foi feito em entrevista à Rádio Jovem Pan . Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) emitiu um comentário homofóbico na última quarta-feira (21), quando cedeu uma entrevista à Rádio Jovem Pan de Itapetininga. Ele voltou a defender medicamentos sem eficácia contra a Covid-19, como a ivermectina, e disse que o fármaco ‘mata bichas’. As informações são da Folha de S. Paulo e do Estado de Minas.

O apresentador Milton Júnior revelou que usou a ivermectina quando esteve com a Covid-19: "Se serve de demonstração, aqui na rádio, todos nós tomamos a ivermectina e ninguém pegou Covid-19". E Bolsonaro respondeu rindo: "Cuidado, que ivermectina mata bichas hein? Cuidado".

O chefe do Executivo ainda falou que tomou o remédio, assim como os funcionários do Planalto. Bolsonaro defendeu a utilização da cloroquina, mais uma das medicações sem eficácia contra o Coronavírus. "Eu tomei a cloroquina, mais de 200 tomaram, aqui na Presidência e ninguém foi a óbito", disse.

Nesta quinta-feira (22), o advogado Tiago Pavinatto entrou com uma ação no Ministério Público Federal (MPF), solicitando a penalização de Bolsonaro e da Jovem Pan pelo crime de racismo qualificado, no qual a homofobia é enquadrada desde 2019, com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na peça, Pavinatto se apresenta como advogado, comunicador e ‘bicha’. "Em mais uma demonstração de desprezo à solenidade do cargo que ocupa, (Bolsonaro) fez uma de suas famosas 'brincadeiras' com o apresentador, uma ironia que, contudo, foi incapaz de ocultar sua natureza agressiva e criminosa", escreveu no texto.

A penalização para quem faz, induz ou incita a discriminação ou preconceito nos meios de comunicação é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, segundo a lei 7.716/1989.

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