De Niterói para Tóquio: conheça a história de Fabiana da Silva, atleta da equipe olímpica de badminton

Niteroiense é uma das apostas brasileiras na Olimpíada de 2020

Escrito por *Claudionei Abreu 19/07/2021 16:35, atualizado em 19/07/2021 16:58
Fabiana da Silva conquistou medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2019
Fabiana da Silva conquistou medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2019 . Foto: Divulgação/Armando Guimarães

Fabiana da Silva, de 32 anos, nascida em Niterói, é uma das promessas do Brasil na Olimpíada de Tóquio, no Japão. Atleta da seleção brasileira de badminton, Fabiana é medalhista nos Jogos Pan-Americanos de 2019 e professora de educação física. Um de seus sonhos é ser treinadora e desenvolver ainda mais sua modalidade no país.

A história de Fabiana no badminton começou por acaso. Antes de conhecer sua atual paixão, ela praticava vela na praia de Charitas, na Região Ocêanica de Niterói. Em um dia de treino, ficou impossibilitada de velejar devido às condições climáticas inadequadas. Para não perder a viagem, o treinador resolveu apresentar a ela um outro esporte, o badminton.

"Eu comecei o badminton por acaso, eu fazia vela na época e em um dia que não teve vento pra velejar o professor nos apresentou o badminton e eu comecei a brincar na areia da praia. Logo descobri que tinha um projeto social em Niterói, cidade onde moro, e comecei a praticar a modalidade. Algum tempo mais tarde acabei optando por me dedicar somente ao badminton", conta.

Criado no século XIX na Inglaterra, o esporte nasceu inspirado num jogo que era praticado na Índia, chamado de Poona. No entanto, um jogo semelhante já era praticado na Grécia Antiga: Tamborete e Peteca. O nome do esporte tem relação com a Badminton House, propriedade do Duque de Beaufort's, local onde, supostamente, foi jogado pela primeira vez.

No Brasil, a história do badminton começa na década de 80, quando a primeira partida oficial foi realizada no Brasil, em São Paulo. Alguns anos mais tarde, em 1993, foi criada a "Confederação Brasileira de Badminton", responsável por organizar eventos desse esporte no país. Nessa mesma década, o esporte foi incluso nas modalidades olímpicas e teve sua estréia na Olimpíada de Barcelona, na Espanha, em 1992.

Baseado em movimentos de saque e defesa, a partida de badminton é vencida quem fizer dois sets primeiro. Uma partida de badminton possui três sets de 21 pontos cada. Jogado com raquete e peteca, ganha ponto quem deixar a peteca tocar no espaço adversário. No entanto, a peteca não pode tocar no chão.

A representante de Niterói na Olimpíada de Tóquio conta que apesar das dificuldades no início da carreira, sempre teve o apoio da família para se dedicar ao esporte.

"Todo início é um pouco mais complicado, minha família não tinha dinheiro para pagar todas as competições e viagens para poder jogar e patrocinadores era algo muito distante da minha realidade. Mas graças a Deus tiveram pessoas muito boas que me ajudaram no início na minha carreira, treinadores, amigos e minha mãe me ajudava sempre quando dava", diz.

A atleta destaca que sempre participou de projetos esportivos. Segundo ela, sua atual modalidade, o badminton, é um esporte inclusivo e que pode ser realizado por todas as pessoas.

"O Badminton é um esporte que você pode jogar com seus amigos, pais, avós, primos, etc…é um esporte que abraça a todos. É um esporte muito dinâmico e rápido. Eu sempre pratiquei várias modalidades esportivas desde criança, sempre estava inserida no meio esportivo", afirma Fabiana.

Entre os resultados de destaque da atleta estão medalha de prata por equipes nos Jogos Sul-Americanos de 2010 em Medellín, na Colômbia; campeã nas provas individuais, dupla feminina e mista na competição do ano seguinte; terceira colocação nas provas individuais e duplas simples no pan-americano de badminton em 2013; e campeã brasileira de 2014. O melhor resultado da carreira da niteroiense, no entanto, veio em 2019, quando conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru.

Dedicada ao esporte desde a infância, Fabiana da Silva, que também é professora de educação física, destaca que essa é uma importante ferramenta para crescimento pessoal. Ela conseguiu usufruir de benefícios que a ajudaram em sua vida acadêmica, possibilitando que ela conseguisse concluir seus estudos.

"O esporte é uma excelente ferramenta para transformar a realidade das crianças e ocupar o tempo ocioso delas. O esporte ensina muito além da modalidade em si, ele nos ensina sobre disciplina, responsabilidade, respeito e vários outros valores, e pode até proporcionar oportunidades educacionais como bolsa de estudos".


*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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