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Governo anuncia ajuda para maternidades, enquanto obras do Hospital da Mãe em São Gonçalo estão paradas há oito anos

Hospital da Mãe começou a ser construído em 2013 e ainda não finalizado

relogio min de leitura | Ana Carolina Moraes 16 de julho de 2021 - 11:06
O local hoje está cheio de lixo
O local hoje está cheio de lixo -

O governador Cláudio Castro lançou um novo programa, na última quarta-feira (14), denominado 'Laços - Maternidade Segura'. O projeto prevê a abertura de novos leitos nas maternidades dos municípios do estado do Rio que aderirem à ideia. Ainda segundo a proposta, todo ano serão repassados R$ 150 milhões para as maternidades envolvidas no projeto investirem mais em suas unidades de saúde. O programa é bom para as novas e futuras mamães, mas as grávidas gonçalenses, infelizmente, não podem dizer que tem a mesma sorte. Isso porque o Hospital da Mãe, que seria uma nova unidade de saúde que ajudaria nos partos em São Gonçalo, continua sendo apenas um desejo da população, já que o local segue abandonado e lá só permanecem os esqueletos da construção que começou há oito anos, em 2013. 

O jornal O SÃO GONÇALO resolveu conferir como está a atual situação do Hospital da Mãe e verificou que o terreno possui muito lixo, o que atrai diversos animais, segundo as pessoas que transitam por ali todos os dias. Além disso, foi verificado que usuários de crack e moradores em situação de rua utilizam o esqueleto do espaço que deveria ser usado para a saúde como casa. Muitos deles dormem na construção e, inclusive, urinam e defecam no terreno do local. Os muros da construção também foram pichados e hoje seguem dominados pelo mato que cresce por ali. O cenário é de um filme de terror! 

Um comerciante pontuou que o local está se transformando em um lixão. "Aqui tem muito mal cheiro, muito lixo. Quando faz calor, a gente vê que a situação piora, pois o cheiro fica mais intenso ainda. É comum vermos porcos aqui, por exemplo. Lá atrás tem fezes e muitos usuários de drogas usam esse espaço aqui para manter seus vícios sem serem incomodados. Ninguém responsável veio aqui verificar o local nesse tempo que passo aqui. É uma vergonha né? Tanta gente precisando de hospital, de maternidade, e isso aqui tudo parado", contou ele que preferiu permanecer anônimo. 

Nesta imagem, ao centro, é possível ver que um morador de rua dorme enrolado em um cobertor cinza no local que seria a base da construção da maternidade
Nesta imagem, ao centro, é possível ver que um morador de rua dorme enrolado em um cobertor cinza no local que seria a base da construção da maternidade |  Foto: Kiko Charret
 

Uma outra comerciante nos contou que os políticos só aparecem na região no período de eleição. "Ninguém vem aqui verificar esse lugar, que está abandonado. Eles só vem no período de eleição. Passo por aqui há 5 anos e sei. Com certeza, com esse espaço, a saúde pública de São Gonçalo poderia estar melhor, principalmente nessa pandemia", comentou ela que também preferiu permanecer anônima. 

Há cerca de 4 meses, o OSG esteve no mesmo local e é possível perceber que o problema do lixo persiste, pelo menos, durante esse tempo.

Sobre o plano de Castro

Segundo a Agência Brasil, o novo programa implementado por Cláudio Castro, o Laços - Maternidade Segura já conta com 53 municípios. O projeto tem como objetivo também "a qualificação do serviço já existente, tanto para parto de risco habitual quanto para alto risco. Além disso, serão oferecidos às mulheres kits com mochila, roupas, mantas e toalhas para o bebê, além de camisa para amamentação e um sling, um tecido utilizado para carregar bebês junto ao corpo de um adulto, e óleos para massagem e hidratação."

Hospital da Mulher

O Hospital da Mulher é um local que contribuiria para 'aliviar' os outros hospitais da município que atendem à mulher, principalmente a maternidade municipal, no Alcântara. 

O hospital funcionaria da seguinte forma: no primeiro andar, ficaria a recepção, a área de espera, os consultórios, quatro salas equipadas com ultrassom, Raios- X, entre outras dependências. Já no segundo andar,  funcionariam 40 quartos com capacidade para dois leitos cada, totalizando 80 leitos. O terceiro pavimento abrigaria seis UTI’s para as mães, além de quarto de isolamento e um materno. No quarto andar, estariam localizadas 14 salas de pré-parto, parto e pós-parto; três salas de parto cirúrgico e uma sala para parto normal. Haveria, ainda, um espaço para observação do recém-nascido.   

O local segue abandonado, segundo comerciantes que passam pela região
O local segue abandonado, segundo comerciantes que passam pela região |  Foto: Kiko Charret
 

Sobre o tema, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi procurada, mas ainda não se pronunciou oficialmente. 

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