Homem é condenado a morte por matar a própria mãe e tentar comer seu cadáver
O homicídio ocorreu na Índia ainda em 2017 mas só agora recebeu um veredito

Um homem, de 35 anos, foi condenado à morte na cidade indiana de Kolhapur, na última quinta-feira (8), por matar a própria mãe e tentar comer seu cadáver. A corte do juiz Mahesh Krishnaji Jadhav, levando em conta a brutalidade sem precedentes do caso, determinou que o réu deve cumprir a pena de morte por enforcamento. O veredito aguarda a aprovação da Suprema Corte Indiana em Mumbai.
O homicídio ocorreu em 2017. À época, Sunil Rama Kuchkoravi foi encontrado por moradores da região parado próximo ao corpo de sua mãe, com manchas de sangue em suas roupas. Os locais prontamente chamaram a polícia que ao chegar ao local para fazer reconhecimento, se depararam com um corpo nu, estripado sobre uma enorme poça de sangue.
De acordo com o Inspetor de Polícia Bhausaheb Malgunde, o cadáver da mãe foi encontrado com ferimentos nas partes íntimas, o intestino e o fígado eviscerados, o coração em uma travessa e parte de sua costela dentro de uma lata de tinta contendo sal e pimenta chilli em pó. As armas do crime, duas facas e um facão, também foram encontradas no local.
As autoridades acreditam que a intenção do criminoso ao tentar comer os restos mortais da matriarca teria sido desfazer-se das evidências do crime. O homem precisou ser retirado do local às pressas e a multidão que queria linchá-lo contida.
Segundo a acusação, a motivação do crime teria sido dinheiro. Kuchkoravi é alcoólatra, estava desempregado e morava com a mãe desde que sua esposa, a quem ele assediava e espancava para conseguir dinheiro para comprar bebidas, o abandonou. Desde então, a matriarca o sustentava e alimentava com o dinheiro da pensão que recebia do governo indiano. De acordo com vizinhos, as demandas do filho por dinheiro para sustentar o vício eram motivo de briga constante entre os dois.
Os advogados de defesa inquiriram a instauração de um incidente de insanidade mental no caso. Contudo, o juiz Mahesh Krishnaji, levando em consideração a conduta do criminoso, antes, durante e após o homicídio, bem como a falta de evidências que sustentem a alegação, recusou o pedido.
A Índia é um dos 56 países do mundo, incluindo Arábia Saudita, China e Estados Unidos, em que a pena de morte ainda é permitida. Desde 2000, o país executou 8 prisioneiros, enquanto outros 404 aguardam no “corredor da morte”.