Carecas podem ser 40% mais vulneráveis ao vírus da Covid-19, aponta estudo
Cerca de 20% dos voluntários que tinham queda extrema de cabelo foram contaminados

Pesquisadores da Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos, publicaram um estudo no Jornal da Academia Americana de Dermatologia na última terça-feira (21) mostrando uma relação inusitada entre o grau de incidência da Covid-19 e a calvície. De acordo com o estudo, quanto maior o grau de calvície, maiores as chances de infecção pela doença.
O estudo dividiu os dois mil participantes em grupos segundo o grau de calvície, que variavam entre nenhum até grande perda de cabelo. Segundo os resultados, homens calvos podem chegar a ser até 40% mais suscetíveis ao Sars-Cov-2.
Ao longo da pesquisa, 336 voluntários testaram positivo para a Covid-19. A surpresa aconteceu no momento do comparativo de infecções com os graus de calvície: entre os 394 homes que disseram ter queda extrema de cabelo, 20,05% estavam infectados.
"A positividade da Covid-19 apresentou uma tendência maior com o aumento da calvície", apontou o estudo. Ainda segundo a pesquisa, o índice de contaminação dos que declararam não sofrer com nenhum tipo de problema de queda de cabelo foi de 15%, o menor registrado.
O estudo, no entanto, não levou em conta outros dados dos participantes, como se tinham alguma comorbidade, por exemplo, assim como também não traz informações sobre quais as relações da calvície com a Covid-19. Os pesquisadores apontam que comorbidades anteriores, como diabetes, ou mesmo a idade dos participantes não puderam ser relacionadas como fatores decisivos para o resultados.
Até o momento, só existem teorias de que os hormônios masculinos que induzem a queda de cabelos poderiam facilitar a entrada do vírus no corpo, mas ainda não há evidências de que esta possível ligação comprove a tese.