Variante Delta deve se tornar a dominante no mundo, alerta OMS
Brasil registra 20 casos de Covid-19 com a variante

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que a variante Delta da Covid-19 se torne, em breve, a predominante no mundo. A nova cepa está presente em pelo menos 104 países, segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom. "Se é que já não é", complementou a líder técnica da resposta à pandemia de covid-19, Maria Van Kerkhove. As afirmações foram feitas durante coletiva à imprensa da OMS nesta segunda-feira, 12.
No Brasil, foram registrados 20 casos de Covid-19 com a nova variante, com duas mortes no total. O Paraná é o estado com o maior número de ocorrências, com sete no total. O Maranhão, que foi primeiro estado a registrar um caso da variante, está em segundo lugar, com seis casos registrados. Logo em seguida vem o Rio de Janeiro, com três casos. Depois Goiás, com dois, e Minas Gerais e São Paulo com um caso cada.
Na última semana, foi registrada a quarta semana consecutiva de aumento de casos de Covid-19 ao redor do mundo, segundo a organização. "Após dez semanas de declínio, o número de mortes está subindo de novo", disse Tedros Adhanom. O diretor reforçou que a situação é ainda mais delicada em países com baixa cobertura na vacinação. "Delta e outras variantes estão liderando ondas catastróficas de casos de covid-19, que estão sendo traduzidos em um número alto de hospitalizações e morte."
O diretor pontuou que, no fim de semana, foi reconhecida por ministros das Finanças de países do G-20 (bloco das 20 principais economias do mundo) a importância de fundos para o Acelerador do Acesso a Ferramentas contra a covid-19, que tem a Covax como seu pilar. "Espero que essa posição se traduza rapidamente no preenchimento dos US$ 16 bilhões de recursos faltantes", disse o diretor.
Foram também divulgados pela OMS dois novos locais para a produção da vacina AstraZeneca, a partir da Lista de Uso de Emergência da própria OMS. São eles a Austrália e o Japão.