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Viúva de Adriano da Nóbrega negocia delação premiada com MPF

Miliciano tinha ligações com o senador Flávio Bolsonaro

relogio min de leitura | Redação 08 de julho de 2021 - 16:07
Adriano foi morto durante uma operação policial em 2020
Adriano foi morto durante uma operação policial em 2020 -

A viúva do miliciano Adriano da Nóbrega, Júlia Emílio Mello Laufo, está negociando um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano fazia parte de um grupo de milicianos e tinha ligação direta com o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas). A informação é do jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles.

Segundo o jornalista, a delação de Júlia já foi aceita pelos procuradores. O MPF quer investigar uma série de homicídios que foram cometidos no Rio de Janeiro por organizações criminosas, entre elas, a milícia que atua no estado. 

A coluna informou ainda que foi a própria Júlia que procurou a Polícia Civil para fazer contato com investigadores, sendo encaminhada, posteriormente, ao MP, na área que investiga a participação de milicianos em assassinatos de aluguel. Depois disso, o o Ministério Público Federal foi envolvido na negociação. A expectativa é que a homologação da delação ocorra na próxima semana.

Morto em fevereiro de 2020, Adriano da Nóbrega foi baleado em uma operação conjunta das polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro. O governo da Bahia divulgou a versão de que Nóbrega teria feito disparos contra os policiais durante uma perseguição e acabou baleado. No entanto, o advogado de Adriano afirmou que o policial temia ser assassinado em uma "queima de arquivo".

Júlia, esposa do miliciano, estava com ele quando aconteceu a operação. Ela ficou foragida, teve a prisão preventiva decretada e, logo em seguida, teve a punição reduzida para prisão domiciliar. Atualmente ela responde a um processo por organização criminosa e lavagem de dinheiro na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital. O processo apurou que após a morte de Adriano, ela passou a cuidar do espólio de atividades ilegais com as quais o marido tinha relação.

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