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Presidente do Haiti é assassinado em ataque à residência oficial

O atentado contra a vida de Jovenel Moïse ocorreu durante uma crescente onda de violência no país caribenho

relogio min de leitura | Redação 07 de julho de 2021 - 09:59
Jovenel Moïse
Jovenel Moïse -

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado a tiros durante um ataque à residência oficial, na capital Porto Príncipe, na madrugada desta quarta-feira (7).

Segundo comunicado do primeiro-ministro interino, Claude Joseph, por volta de 1h da manhã em horário local (6h no horário de Brasília), a casa do presidente foi invadida por um grupo de agressores que efetuaram disparos contra o presidente e sua esposa, a primeira-dama Joseph Jouthe, ferindo mortalmente o primeiro. O estado da primeira-dama não foi divulgado.

O atentado contra a vida de Moïse ocorreu durante uma crescente onda de violência no país caribenho de pouco mais de 11 milhões de habitantes, que possui hoje um dos piores índices de desenvolvimento humano (IDH’s) do mundo: 0,510. Com o país politicamente dividido e passando por uma crise econômica e humanitária sem precedentes, as autoridades temem que o Estado caia em desordem. O premiê haitiano declarou que "todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação".

Moïse vinha enfrentando fortes protestos da oposição desde que assumiu o posto em fevereiro de 2017 e era acusado de tentar prolongar seu mandato e instaurar uma ditadura no país.

A controvérsia teve início durante as eleições presidenciais de 2015. No país, o presidente eleito assume o cargo em fevereiro do ano seguinte às eleições e fica no poder pelo período de 5 anos. Acontece que o pleito daquele ano, do qual Moïse saiu vencedor ainda no primeiro turno, foi anulado sob a alegação de fraude. Dessa forma, Jovenel só veio a assumir a presidência do país em fevereiro de 2017, após realizada nova votação, na qual ele se sagrou vitorioso mais uma vez.

Mediante o “atraso” no início do mandato, Moïse afirmava que só sairia da presidência, cumpridos os 60 meses em exercício do poder, mas a oposição alegava que seu governo deveria ter fim no começo deste ano, 5 anos após as eleições anuladas de 2015.

Em fevereiro de 2021, o então presidente sofreu uma tentativa de golpe, após a qual mais 20 pessoas foram presas, entre elas o juiz do Tribunal de Cassação — maior instância da Justiça haitiana — Ivickel Dabrésil e a inspetora geral da polícia nacional, Marie Louise Gauthier.

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