Saldo de desabamento em prédio de Miami, na Flórida, chega a pelo menos 5 mortos e 159 desaparecidos
Pai de âncora do 'Jornal da Band' foi resgatado entre os escombros e passa bem

Chega a 5 o número de mortos no desabamento parcial de um prédio em Miami, no estado da Flórida, nos EUA. 159 pessoas, cujas identidades não foram divulgadas pela prefeitura da cidade, continuam desaparecidas. O desabamento ocorreu na madrugada desta quinta-feira (24). Desde então, os bombeiros buscam incessantemente por possíveis sobreviventes entre os destroços da tragédia.
O edifício de 12 andares abrigava 5.700 pessoas e tinha 136 apartamentos, dos quais 55 foram ao chão. O prédio fazia parte do condomínio Champlain Towers South em Surfside, no condado de Miami-Dade, cuja construção data de 1981. O conjunto habitacional contava com unidades de até quatro quartos, cujo preço era avaliado entre 600 e 700 mil dólares, sendo majoritariamente habitado por cidadãos de classe média-alta.
Bruno Treptow, pai de Joana Treptow, apresentadora do ‘Jornal da Band’, morava no prédio e foi um dos primeiros resgatados dentre os escombros. Bruno, sua esposa e a cachorra do casal não tiveram ferimentos graves e passam bem.
Segundo a prefeitura do condado de Miami-Dade, ainda não há causa oficial para o desabamento parcial do edifício. Contudo, especialistas trabalham com algumas hipóteses. A primeira tem como base um estudo realizado por Shimon Wdowinski, professor do Instituto de Meio Ambiente da Florida International University. Segundo informações da CNN, o estudo realizado no ano passado constatou que o condomínio teria sinais de afundamento do solo.
De acordo com Wdowinski, a taxa de 2 milímetros ao ano, no período entre 1993 e 1999, poderia ter contribuído para a tragédia, mas, por si só, não seria suficiente para provocá-la. Ademais, um relatório emitido pela empresa de engenharia Morabito Consultants em 2018, e divulgado pelo ‘G1’ apontou várias fissuras e estilhaços, além de uma falha na impermeabilização da laje embaixo do deck da piscina, que poderiam ter contribuído para o desgaste da estrutura do edifício e seu eminente colapso.
Entre os desaparecidos estão cerca de 20 membros da comunidade judaica da cidade e 30 da latina. Dentre os últimos estão ao menos 9 argentinos, 6 paraguaios, incluindo a irmã da primeira-dama do país, Silvana López Moreira, 6 colombianos e um primo da ex-presidente do Chile e atual alta comissária da ONU pelos Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Autoridades uruguaias e venezuelanas também declaram ter cidadãos desaparecidos no ocorrido.
Equipes do México e de Israel estão ajudando nas buscas.