Dia de São João Batista é celebrado em Niterói com esperança de dias melhores
Fiéis foram à Arquidiocese de Niterói para celebrar a data do Santo

Celebrado nesta quinta-feira (26), o Dia de São João Batista, é celebrado em Niterói e Itaboraí. O santo festeiro e do batismo é padroeiro das duas cidades, que estão comemorando o feriado nesta data especial. O dia do padroeiro é marcado por acontecer no ápice das festas juninas ao redor do país, com bastante comida típica, danças e os tradicionais arraiás. Porém, as festividades deste ano, assim como ano passado, serão mais singelas e simplórias por conta da pandemia da Covid-19.
Nesta quinta-feira, a Arquidiocese de Niterói iniciou as homenagens ao santo às 8h, com missas acontecendo também às 12h e às 15h. Todas as celebrações acontecem em horário reduzido e estão sendo transmitidas pelas redes sociais da Arquidiocese (youtube.com/arqnit) e Rádio Anunciadora.

Por conta da pandemia, não está acontecendo a tradicional festas com parque infantil e comidas típicas dos festejos juninos, mas ainda há espaço para o tradicional Angu à Baiana. Porém a venda segue adaptada ao período de pandemia, sendo vendido por delivery por R$ 20. Na cantina da paróquia, o clima era de alegria e descontração, apesar das lamentações sobre o não acontecimento do arraial.
"A gente sente falta das da festa, da comida, a gente se empaturrava e era só alegria", disse uma das cozinheiras, apelidada de Iza. Segundo a cozinheira Rosa Rodrigues, até às 14h30 foram vendidas aproximadamente 600 porções do tradicional prato.

No lado de fora, antes da missa começar, devotos ao São João Batista prestaram homenagens e acenderam velas, entre eles a Ligiane Sousa, que foi à Paróquia para agradecer e pedir o fim da pandemia.
"A gente vem todos os anos, mas ano passado não viemos porque estava no pico da pandemia, mas a gente sempre vem e agradece", contou. "A gente teve um cunhado que ficou doente, pedimos muito pela saúde dele, mas infelizmente ele não resistiu.", completou.
Outro motivo para a vendedora, de 34 anos, manter a tradição é para agradecer pela vida do filho, que passou por um grave problema de saúde.
A gente vem também agradecer pela vida do Enzo, que quando nasceu teve um problema sério, ficou entre a vida e a morte e poderia não resistir, mas a fé ajudou e hoje a gente tá aqui para agradecer.

Sobre mais um ano de comemorações em meio a pandemia, Ligiane confessa a frustração, mas afirma entender a importância de seguir os protocolos de saúde.
"É chato, inclusive meu filho perguntou se ia ter o pula-pula e as comidas que ele gosta, mas se for pra melhorar, que seja assim: que evite aglomeração, que fique todo mundo dentro de casa e saia só quando precisar", advertiu.
Para o padre André Oliveira Teixeira, que comandou a missa das 15h, as festividades de hoje são como uma luz no fim do túnel, um fio de esperança para dias melhores.

"Nesse tempo de pandemia, temos que olhar para o exemplo de João Batista, que aponta para Jesus e é um motivo de esperança para cada um para não desanimarmos diante dessa pandemia que nos encontramos. Não tivemos a festa, a missa está com capacidade de público reduzida e estamos apenas fazendo o tradicional angu à baiana, muita gente também assistiu do lado de fora, mas é sempre com essa esperança que dias melhores virão. É o que o nosso país e o mundo espera", concluiu.
