Witzel, esposa e outras 10 pessoas viram réus por organização criminosa pela Justiça Federal
Denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF)

A Justiça Federal aceitou, nesta quarta-feira (16), a denúncia contra o ex-governador do Rio, Wilson Witzel, a esposa dele, Helena Witzel e outras 10 pessoas por organização criminosa. A denúncia, apresentada pelo MPF, aponta que os réus promoveram e integraram a associação de maneira voluntária.
A denúncia apresentada declara que o casal Witzel e os outros 10 promoveram e integraram uma organização criminosa de maneira consciente, voluntária e estável e que, além disso, tinham o objetivo de praticar crimes como corrupção ativa e passiva. O documento alega que foram realizadas fraudes às licitações, peculato e lavagem de recursos financeiros, sendo destinados ao exterior, em países como Portugal e Uruguai.
A organização atuava em conjunto com uma rede de empresas de pessoas ligadas ao ex-governador, que realizavam pagamentos de propinas a agentes públicos, por meio do escritório de advocacia da ex-primeira dama, o qual emitia notas fiscais para serviços que não foram prestados. A verba da propina era utilizada para selar ou encerrar contratos com o Governo do Estado.
O ex-governador é investigado pela Procuradoria da República do Rio, pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e, devido ao foro privilegiado de Witzel junto ao Supremo Tribunal de Justiça, sua investigação foi enviada para a Procuradoria-Geral da República (PGR)
Os réus, decididos pela juíza Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal são: Wilson e Helena Witzel, Lucas Tristão, Gothardo Lopes, Everaldo Dias Ferreira, Edson da Silva Torres, Edmar José Alves dos Santos, Victor Hugo Amaral, Nilo Francisco da Silva, Cláudio Marcelo Santos, José Carlos Melo e Carlos Frederico Loretti.