Conta de luz vai ficar mais cara com reajuste de 20% na bandeira vermelha

Aumento se deve a crise hídrica que o país passa atualmente

Escrito por Redação 15/06/2021 14:46, atualizado em 15/06/2021 15:35
A Aneel estudava elevar a cobrança para R$ 7,57 a cada 100 kWh
A Aneel estudava elevar a cobrança para R$ 7,57 a cada 100 kWh . Foto: Reprodução

O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, disse nesta terça-feira (15) que a bandeira vermelha, a mais cara cobrada sobre a conta de luz, deverá subir mais de 20%.

Por conta do baixo nível dos reservatórios, foram acionadas as usinas térmicas, o que já afeta o consumidor por meio da bandeira tarifária cobrada sobre a conta de luz. A bandeira vermelha nível 2, a mais cara, que cobra R$ 6,24 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos, está vigente no mês de junho. 

A Aneel estudava elevar a cobrança para R$ 7,57 a cada 100 kWh. Mas o diretor disse que o valor pode ser ainda maior. "Com certeza, deve superar isso”, declarou Pepitone em audiência pública na comissão de Minas e Energia da Câmara para discutir a crise hídrica."

O diretor contou que a decisão deve ser comunicada ainda em junho, ressaltando que o aumento se deve ao pagamento do uso das usinas térmicas, cuja geração de energia é mais cara.

O diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luiz Carlos Ciocchi, disse durante o debate que estão sendo adotadas medidas para que não haja risco de racionamento de energia neste ano. “Não teremos nenhum problema de energia ou de potência ao final de novembro de 2021, quando começa a estação chuvosa”, afirmou.

O diretor também apresentou ações contra o risco de apagão. Entre as medidas, estão a flexibilização de restrições hidráulicas nas bacias dos rios São Francisco e Paraná; um aumento da geração térmica e da garantia do suprimento de combustível para essas usinas; aumento da importação de energia da Argentina e do Uruguai, além de campanha de uso consciente da água e da energia e antecipar obras de transmissão.

O governo também prepara uma medida provisória que prevê a concessão de plenos poderes a um grupo interministerial de monitoramento da crise hídrica para que ele decida sobre a quantidade de água nos reservatórios das hidrelétricas.

Hoje em dia, esse papel cabe ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e à Ana (Agência Nacional de Águas).

O governo também quer um programa de deslocamento do consumo de energia nos horários de pico. A medida pode começar em julho e incluir consumidores residenciais, além da indústria.

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