SEPE-RJ se reúne com novo secretário de educação do Rio, Alexandre Valle

Sindicato levou demandas da categoria ao novo gestor da pasta

Escrito por *Claudionei Abreu 15/06/2021 14:31, atualizado em 15/06/2021 15:20
Alexandre Valle assumiu a Seeduc no início de junho
Alexandre Valle assumiu a Seeduc no início de junho . Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

A direção do Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ) se reuniu na manhã desta segunda-feira (14) com o novo secretário de Educação do estado, Alexandre Valle. No encontro, os representantes da categoria levaram ao gestor da pasta questão sobre o salário, volta às aulas e reforma do Ensino médio, entre outras.

Sobre a volta às aulas, os diretores do Sepe formalizaram para a secretaria de Educação que a categoria está realizando uma 'Greve pela Vida' e que defende a volta às aulas presenciais apenas após a imunização completa de profissionais e alunos. Os sindicalistas pontuaram que o retorno à sala de aula tem acontecido mesmo com maior parte do estado em bandeira laranja e com média móvel de mortes registrando aumento de 40%. O grupo pede que as escolas permaneçam fechadas até que haja segurança sanitária para o retorno.

Os sindicalistas também falaram sobre o alto número de mortes que tem ocorrido nas redes de ensino que optaram pela retorno das aulas presenciais. Os profissionais cobraram do novo secretário que possa avaliar a possibilidade de antecipação do recesso escolar, aprovada pela Alerj, como uma forma de manter as unidades fechadas.

Em resposta, o secretário e sua equipe disseram que trata-se uma volta com restrições, além de não ser obrigatória. Neste sentido, retornariam apenas os profissionais que fizeram a opção em questionário feito pelas escolas. O secretário informou, ainda, que estavam monitorando a quantidade de professores vacinados e que, segundo a Seeduc, esse número chega a 84% no estado (entre aqueles que tomaram apenas uma ou as duas doses). Alexandre Valle também destacou que era importante que houvesse a imunização completa dos profissionais da educação antes do retorno.

Em relação à questão salarial, os diretores do sindicato fizeram uma apresentação sobre a gravíssima situação financeira dos profissionais da educação, que há 7 anos estão sem reajuste salarial. De acordo com o sindicato, essa tendência leva à precarização da profissão dos docentes. Em resposta, Alexandre Valle informou que sabe da situação e quer analisar a melhor forma de valorizar os profissionais dentro do possível. O secretário também pediu uma proposta ao Sepe.

A direção comunicou que a categoria reivindica o aumento salarial, tendo como referência o piso nacional, no caso dos professores, e o salário mínimo regional, no caso dos funcionários administrativos. Os diretores também explicaram que, dentro do regime fiscal, há a possibilidade de reposição da inflação e que apenas isto atenderia também aos aposentados. 

Ao final da reunião, o Sindicato também destacou a importância de descongelamento do plano de carreira, da aplicação do tempo reservado para planejamento e o aumento dos auxílios. Foi cobrado ainda que, além da Seeduc, a Secretaria de Fazenda, o Conselho do Regime Fiscal, o Ministério Público e Defensoria Pública sejam envolvidos neste processo de discussão sobre a valorização dos profissionais.


*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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