Queiroga minimiza discurso de Bolsonaro e fala que o presidente quer ‘instigar pesquisas’

O chefe do Executivo comunicou que o ministro divulgaria um decreto que não obriga a utilização de máscara

Escrito por Redação 11/06/2021 10:52, atualizado em 11/06/2021 14:02
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente, Jair Bolsonaro
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente, Jair Bolsonaro . Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez questão de minimizar a solicitação realizada pelo presidente Jair Bolsonaro, sobre a publicação de um novo parecer que flexibiliza a utilização de máscara para quem estiver imunizado ou contraído a Covid-19 recentemente. De acordo com Queiroga, a fala de Bolsonaro tem intenção de ‘instigar’ pesquisadores brasileiros.

"O presidente quer estimular a pesquisa em todas áreas. Quando o presidente, de maneira muito eficiente, chama a atenção para esse ponto das máscaras, o que ele está querendo é atrair atenção da sociedade para que se instigue o espírito de investigação de nossos pesquisadores", falou o ministro em entrevista ao programa Agora com Lacombe, da RedeTV!. No entanto, ele reiterou que o uso de máscara ainda é de suma importância no combate ao vírus. Só nesta quinta-feira (10), foram 2.344 óbitos pelo coronavírus e o número geral passou de 480 mil mortes pela doença.

Nesta quinta, o chefe do Executivo havia pedido à equipe da saúde um parecer que tirasse a obrigatoriedade do uso do equipamento de proteção individual em pessoas já vacinadas ou recém contaminadas pela Covid. Esta ‘ideia’ foi muito criticada por profissionais e especialistas, tendo em vista que a vacinação impede os casos graves, mas não exclui a contaminação e a transmissão do vírus. Além desse fato, somente 11% das pessoas no Brasil tomaram a segunda dose do imunizante.

Ao ser entrevistado, Queiroga classificou Bolsonaro como ‘excelente comunicador’ e reforçou que o chefe do Executivo está ‘animado’ com o programa de imunização contra a Covid-19. Apesar disso, ao longo desta semana, o presidente questionou mais uma vez a eficácia das vacinas.

O uso de máscaras teve uma flexibilização nos Estados Unidos, país que a vacinação caminha a passos largos, o que não ocorre no Brasil. No território norte-americano, 50% das pessoas já se imunizaram com a primeira dose, o que proporcionou Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) afrouxar algumas medidas de combate a pandemia.

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