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Movimentos sociais se unem em Ato Contra o Feminicídio em São Gonçalo nesta quarta-feira (9)

Manifestação pacífica acontece nas escadarias da Prefeitura municipal

relogio min de leitura | Ana Carolina Moraes 09 de junho de 2021 - 11:27
Ato reúne diversos movimentos sociais nesta manhã de quarta-feira (9)
Ato reúne diversos movimentos sociais nesta manhã de quarta-feira (9) -

Na última semana, dois casos de feminicídio chocaram os municípios de Niterói e São Gonçalo. Victorya Melissa, de 22 anos, foi morta a facadas no Plaza Shopping Niterói. Além dela, Ana Caroline Felício, de 29 anos, foi assassinada também a facadas em sua casa, no bairro de Vista Alegre, pelo namorado. Os dois casos indignaram diversos grupos sociais que, em apoio, estão reunidos para manifestar no Ato Contra o Feminicídio na manhã desta quarta-feira (09), nas escadarias da Prefeitura de São Gonçalo. Eles também pedem novas políticas públicas para proteger as mulheres e evitar que casos como esses se repitam. 

Imagem ilustrativa da imagem Movimentos sociais se unem em Ato Contra o Feminicídio em São Gonçalo nesta quarta-feira (9)
 

Homens e mulheres dos grupos Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), União da Juventude Socialista (UJS), União Brasileira de Mulheres (UBM), dentre outros, se reuniram para protestar, com cartazes (que diziam, entre outras coisas “É feminicídio, amor não mata!”, “Nós somos donas do nosso corpo”). Além disso, eles fizeram o uso de velas pelas vítimas de feminicídio e carros de som com gritos demonstrando a luta pelo direito das mulheres de viverem e não serem mais vistas como propriedade dos homens. 

A estudante de 21 anos Maria Clara Menezes, que participa da UJS, explicou um pouco sobre o que motivou o ato: “O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo e a violência contra a mulher só vem crescendo. Por isso, nosso objetivo é debater esse tema e tentar passar um recado à cidade de que nenhuma loucura ou patologia pode justificar esse crime por parte do assassino. Existe um padrão que acontecem de homens sentirem que mulheres são propriedade dele e não podemos permitir mais isso. Outra coisa é debater sobre a culpabilização da vítima que muitos veículos de comunicação tem criado. A vítima não é culpada!”, disse a jovem. 

Maria ainda contou que, na manifestação, ocorrerão oficinas de cartazes e formas de expressão para mostrar que a mulher é a dona de si! 

“Nossa ideia é fazer um ato simbólico pelas vítimas desses casos. Pedimos que a família da Ana Caroline viesse, mas, infelizmente, é no mesmo horário do sepultamento dela. Mas, continuaremos com o nosso ato, pequeno, mas simbólico e esperamos que novas políticas públicas sejam aplicadas no município de SG para proteger as mulheres em casos de violência”, contou ela.

Como mulher, Maria Clara afirmou que se sente insegura e com medo de viver na sociedade de hoje. 

“É revoltante ver esses casos de crime de hoje, porque a gente se sente insegura. O caso da Victorya ocorreu num shopping, no meio de uma praça de alimentação e em nenhum momento o agressor se intimidou com isso. Estamos inseguranças e nos sentimentos ameaçadas em todos os lugares”, disse ela. Maria ainda completou: “Temos que estar unidas para combater essa sensação que os homens têm que eles são donos do nosso corpo. Isso é resultado da sociedade patriarcal que vivemos! Todos os dias a sociedade capitalista faz a manutenção disso e esses crimes vão continuar ocorrendo com mais mulheres se a gente não mudar”, concluiu. 

Imagem ilustrativa da imagem Movimentos sociais se unem em Ato Contra o Feminicídio em São Gonçalo nesta quarta-feira (9)
 

A manifestação de hoje não tem previsão de término e agentes da Guarda Municipal que estavam na Prefeitura foram avisados sobre o ato pelos próprios manifestantes. A ideia é manter uma manifestação pacífica.

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