Polícia Civil investiga morte de criança em hospital de Niterói
A família da menina acusa os médicos de negligência

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar a morte de uma menina de 6 anos, Sarah Carolina Sobral, na Unidade Municipal de Urgência Mário Monteiro, em Niterói. Os familiares da criança alegam que a equipe médica negligenciou o atendimento de Sarah, que morreu na madrugada desta terça-feira (25).
A pequena Sarah, que sofria de bronquite, chegou ao hospital com os brônquios inflamados, o que dificultava a passagem de oxigênio e, consequentemente, a respiração dela. No entanto, após ser atendida, a menina foi liberada da unidade.
Por volta das 3h ela e a mãe chegaram ao Mário Monteiro e Sarah recebeu atendimento médico, mas não foi medicada e recebeu uma alta após a médica recomendar apenas a compra de um remédio. Por volta das 5h, a menina voltou a passar mal e foi levada novamente para o hospital, aonde já chegou desacordada.
Familiares comentaram a dor da perda:
“Minha sobrinha era a coisa mais linda do mundo, cheia de vida e, por conta de negligência, acabou morrendo nas mãos de pessoas que não deveriam atender nem mesmo um animal. A gente vai correr atrás de justiça contra essa injustiça que estão fazendo com a nossa família. Até agora ninguém recebeu nenhum apoio da prefeitura. Não nos mandaram nenhum psicólogo ou profissional da saúde", disse o tio da menina.
A família de Sarah afirmou, ainda, que não está recebendo nenhuma assistência da Prefeitura de Niterói, apesar do governo informar que está fornecendo apoio psicológico. Além disso, os familiares afirmam estarem com problemas financeiros para realizarem o enterro.
O delegado Fábio Barucke, da 81ª DP (Itaipu) é responsável pelas investigações. A Polícia afirma que os depoimentos das testemunhas estão sendo ouvidos e diligências sendo realizadas.
Em nota, a Prefeitura Municipal de Niterói afirma que duas médicas foram afastadas do cargo após o acontecido:
"A direção da Unidade de Urgência Mário Monteiro (UMAM) lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a dor da família. O caso está sendo apurado e as duas médicas que participaram do atendimento da paciente foram afastadas. A família foi acolhida pelas equipes de psicologia, serviço social e médica da UMAM para prestar todas as informações e apoio. A direção está à disposição para esclarecimentos", diz o documento.