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Moradora do Luiz Caçador, cadeirante pede ajuda para conseguir prótese e fazer fisioterapia

Verônica deseja uma prótese mais moderna e que permita mais conforto

relogio min de leitura | Ana Carolina Moraes 26 de maio de 2021 - 13:30
A cadeirante é mãe de dois jovens, uma menina de 23 anos e um menino de 16 anos
A cadeirante é mãe de dois jovens, uma menina de 23 anos e um menino de 16 anos -

A mãe de família Verônica Rodrigues, de 46 anos, sofreu um baque há três anos após perder a sua perna esquerda graças a infecções de diversos tipos. A partir daí, ela precisou se readaptar à viver numa nova realidade, mas, a situação tem sido difícil na pandemia, época em que não está conseguindo dinheiro e nem condições para se deslocar até a fisioterapia e começar a usar a prótese. Mesmo a cirurgia de amputação tendo ocorrido em 2018, ela continua fazendo uso de cadeiras de rodas. Agora, ela ingressou na Universidade Federal Fluminense, no curso de pedagogia, e deseja mais autonomia em sua locomoção, o que só é possível com uma prótese que não lhe cause desconforto.

Aposentada por invalidez, ela resolveu pedir doações para arrecadar o valor de uma prótese com joelho mecânico e também para se locomover até a fisioterapia, já que gasta R$ 120 por semana para realizar o trajeto em aplicativos de transporte.

Verônica sempre teve uma vida ativa. Ela, que cresceu em São Gonçalo, já morou e trabalhou em Araruama e em Caxias, sempre conquistando seu próprio espaço e o próprio dinheiro. Até que, em 2014, surgiu uma bolha no dedo da perna direita, por andar sempre de salto. A bolha cresceu e tornou-se uma infecção. Verônica precisou, então, amputar o dedo dessa perna, o que foi feito. Ainda em 2014, no entanto, ela começou a perder a mobilidade pois a perna esquerda inchou graças a uma erisipela bolhosa, infecção na pele causada por bactéria. Verônica passou por seis cirurgias seguidas de amputações mas, ainda assim, continuou sofrendo com infecções até que o médico optou pela amputação da perna em 2018.

Antes de perder sua perna esquerda, Verônica passou por cirurgias e teve a perna engessada, mas nada resolveu
Antes de perder sua perna esquerda, Verônica passou por cirurgias e teve a perna engessada, mas nada resolveu |  Foto: Arquivo pessoal
 

"Eu lembro que na época que ele me disse isso eu chorei, achei que não ia viver bem, até que minha filha conversou comigo e disse que era melhor para eu não sofrer mais com essas infecções no pé. Então, o médico realizou a cirurgia e optou por amputar a minha perna na altura acima do joelho", contou a aposentada.

A partir daí, ela voltou a morar em Neves, bairro de São Gonçalo, com o pai e recebeu a prótese da perna pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no modelo 3R15. No entanto, ela não foi encaminhada para uma fisioterapia na época. Quando foi, o tratamento precisou ser interrompido por conta da pandemia, e, por isso, ela ainda usa cadeira de rodas. 

Hoje, Verônica tenta voltar para sua vida normal e conseguir mais mobilidade
Hoje, Verônica tenta voltar para sua vida normal e conseguir mais mobilidade |  Foto: Arquivo pessoal
 

"Eu não me acostumei ainda com a prótese, pois não iniciei a fisioterapia na época, não me encaminharam. Agora, estou fazendo na Associação Fluminense de Reabilitação, em Icaraí, mas morando em São Gonçalo e na cadeira de rodas, eu gasto muito dinheiro. Precisei parar por não ter condições há três semanas. Eu chamo um carro pelo aplicativo e gasto R$ 120 por semana para ir duas vezes às sessões. Eu recebo um salário mínimo da aposentadoria por invalidez, mas, eu tenho aluguel e outras contas para pagar. Hoje, moro no Luiz Caçador com meu filho de 16 anos, pois onde eu morava anteriormente era um aluguel muito caro. No ano passado, sofri um acidente e fui atropelada porque mesmo com a cadeira, a mobilidade não é boa", contou Verônica.

A partir daí, Verônica resolveu pedir doações na internet e para amigos. Ela vai usar o dinheiro arrecadado para custear o transporte e voltar à rotina de fisioterapia. Além disso, a aposentada deseja juntar o valor de R$ 20 mil para adquirir a prótese 3R80, que possui um joelho mecânico.

"Quando a gente se torna cadeirante, a gente vê como tudo é difícil. A prótese que tenho do SUS é boa, mas me causa muita dor quando eu vou sentar, pois é mais dura, de mais difícil locomoção. A 3R80 é boa, pois tem o joelho mecânico, o que ajuda a andar mais facilmente. Eu quero essa prótese, pois com ela tudo estaria resolvido. Eu sairia da cadeira de rodas, conseguiria ir de ônibus para a fisioterapia e economizaria, podendo comprar até mais alimentos aqui para casa. Além disso, eu quero voltar a trabalhar, a vender minhas coisas nos ônibus, a ter meu brechó. Hoje, para eu sair de casa, preciso esperar alguém sair para me levar até o ponto de ônibus que é longe e as calçadas íngremes dificultam a vida do cadeirante. Com a prótese nova, não precisaria depender de ninguém nem para entrar no prédio da faculdade", contou Verônica que realizou o sonho de estudar pedagogia ao fazer o Enem 2019, mesmo em meio às adversidades.

Ela começou a estudar na UFF em 2020
Ela começou a estudar na UFF em 2020 |  Foto: Arquivo pessoal
 

Para quem quiser ajudar a dona de casa, basta enviar qualquer valor na conta abaixo:

Caixa Econômica Federal 

Agência: 4161   Poupança: 849268328-3

CPF: 03879546789 

Pix: 03879546789

Aqueles que quiserem entender mais sobre a história da aposentada e agora estudante de pedagogia, basta ligar no número (21) 97400-2047. Verônica também aceita doações de alimentos.

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