Mãe de morto no Jacarezinho irá processar deputados e blogueiros por atribuírem vídeo a ela
Polícia confirmou que as mulheres que aparecem no vídeo são diferentes

Mãe de um dos mortos na operação do Jacarezinho no início do mês de maio, Adriana Santana de Araújo afirmou que irá processar deputados, blogueiros e outras pessoas que atribuíram um vídeo falso a ela. As imagens circularam nas redes sociais como se Adriana tivesse participado do vídeo, mas, na verdade, tratava-se de outra pessoa.
Ela afirmou que foi xingada e chegou a ser ameaça por pessoas na internet. Segundo o advogado, ele irá solicitar a remoção do conteúdo e indenização em dinheiro.
“Além de perder o filho, ela teve o assassinato da sua reputação por quem compartilhou fake news. Estamos pedindo a retirada imediata do vídeo das redes sociais, a indenização de R$ 40 mil e a retratação pública”, explica o advogado Eduardo Cruz, do escritório João Tancredo de Advocacia, que auxilia Adriana.
Ao todo, 17 pessoas, entre deputados, blogueiros e figuras públicas, serão acionados na justiça para responder pela divulgação do vídeo falso. O advogado de Adriana afirmou que já deu entrada com parte dos processos no juizado especial e que já recebeu decisão favorável para a remoção imediata do conteúdo publicado sob pena de multa de até R$ 10 mil em sites e redes sociais de três pessoas.
No dia seguinte à morte do filho, Adriana Araújo gravou um vídeo para o RJTV, da Rede Globo, onde cobrou justiça pela morte do filho. Após a declaração na TV, um vídeo em que aparece uma mulher dançando em uma festa e segurando uma suposta réplica de fuzil começaram a circular na internet, atribuindo o vídeo à Adriana. Ela afirmou que sofreu retaliação e até ameaças pelas redes sociais. Com a repercussão do vídeo, a Polícia Civil analisou as imagens e identificou a mulher que aparece na gravação.
A Policia identificou que quem aparece no vídeo é, na verdade, a empregada doméstica Rosana do Carmo, de 49 anos. Ela afirmou que as armas eram de brinquedo, utilizadas em paintball. As cenas foram feitas durante o aniversário de um dos filhos. A empregada afirmou que eram cenas íntimas de descontração em família e que foram indevidamente expostas. Rosana disse ter procurado a polícia após também receber ameaças.