Inscrições abertas e gratuitas para palestra sobre Black Money e empoderamento econômico
Evento faz parte do projeto Tesouros dos Nossos Ancestrais; veja como se inscrever

“Black Money e empoderamento econômico” é o tema da palestra ministrada pelo sociólogo e coordenador executivo da Rede Brasil Afroempreendedor, João Carlos Nogueira, que acontece hoje (12), às 20h, através do projeto Tesouros dos Nossos Ancestrais, evento patrocinado pela Lei Aldir Blanc, que apresenta atividades semanais gratuitas e online. As inscrições podem ser feitas através do link https://linktr.ee/casaheranca.
Diretor do Observatório de políticas e pesquisas e coordenador Executivo da Reafro/UFSC, João Carlos Nogueira abordará o contexto das “outras economias”, ou seja, a economia colaborativa, o Black Money, a economia comunitária e a popular.
“Quando pensamos a economia no Brasil, seu desenvolvimento e seus ciclos produtivos, ficamos em embaraços ao querer explicá-la, parece não ser, de fato, para principiantes. Em regra, poucos acreditam que ela possa determinar sua vida todos os dias, assim como também a política, retumbantemente desprezada como fator decisivo no nosso cotidiano. Por isso, o binômio economia e política é reinventado neste limiar do século XXI a partir de outros sujeitos que entram em cena: mulheres e negros”, diz o sociólogo.
'Tesouros dos Nossos Ancestrais' conta com atividades semanais de forma online, sempre apontando nortes, óticas e efetuando debates de forma a enobrecer a ancestralidade e saberes, e como estes conhecimentos são perpetuados e reproduzidos até os tempos atuais de modo consciente ou inconsciente.
Diversas ações estão programadas para o projeto que será conduzido virtualmente devido à pandemia da COVID19. Além das rodas de conversa, as masterclasses serão palco para as discussões que antecedem a exposição de peças do acervo particular de sua Majestade, o rei OOni de Ifé. A coleção imperial de arte iorubá conta a história de Oduduwa e seus descendentes através de esculturas produzidas na vasta terra iorubá, por artistas de povos como Egba, Oyo, Ifé, Ijexa entre outros. São obras milenares e contemporâneas que chegaram a ser extraviadas do continente africano durante o processo de colonização dos séculos XIX e XX e que, posteriormente recuperadas, serão exibidas pela primeira vez ao público a partir de junho.
Entre obras milenares e contemporâneas, um verdadeiro tesouro histórico, religioso e cultural, será mais uma importante forma de aproximar as culturas, auxiliando o povo brasileiro a conhecer melhor suas origens, heranças, histórias e até feições, possibilitando este intercâmbio cultural entre povos irmãos, trabalho que vem sendo feito de forma intensa pela Casa Herança de Ododuwa, através de palestras e cursos oferecidos, atualmente de forma virtual.
“Não existe caminho possível para o futuro da humanidade sem olhar para o continente africano e compreender o legado que nossos ancestrais nos deixaram. Sem dúvida, é essa herança que irá auxiliar a construirmos juntos um mundo melhor para todos. Nossos ancestrais deixaram conhecimentos vitais para os problemas da humanidade e tenho certeza de que o futuro é ancestral”, conta Ooni de Ifé – rei de Ilê Ifé/Nigéria.
“Tesouros dos Nossos Ancestrais: arte iorubá” é resultado de um esforço pessoal do rei de Ifé, Ojaja II, atualmente a maior autoridade tradicional e religiosa do povo iorubá, que originariamente habitava o Reino de Ifé e reinos ao redor, áreas atualmente do Benin e da Nigéria. Com curadoria de Carolina Maíra de Morais, o projeto, que será realizado totalmente online, abarca, além da exposição virtual, dinâmicas que envolvem rodas de conversas e masterclass com estudiosos e personagens que são referências importantes dentro do segmento artístico-histórico-cultural preto.
“Como historiadora, é uma honra acompanhar este processo curatorial e ver a arte transbordar para vida, porque não estamos apenas falando de objetos de arte, estamos falando de epistemologias, estética, filosofia, concepção de mundo a partir da visão iorubá, e como esse conhecimento múltiplo é atravessado pela ancestralidade,” relata Carolina Maíra Morais, quem comanda a Comissão Curatorial .
A programação completa do evento entre outros conteúdos culturais poderão ser acessados no perfil oficial da Casa Herança Oduduwa no Instagram (https://www.instagram.com/casaherancadeoduduwa)