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“Platô está inaceitavelmente alto” diz diretor-geral da OMS sobre pandemia

Reunião teve como pauta alto nível de contágio e variante indiana

relogio min de leitura | Redação 10 de maio de 2021 - 21:48
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Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) abordou a pandemia e o comentou sobre a preocupação com a continuidade do alto número de casos. A Índia é um dos países que causam maior preocupação devido ao grande número de mortes.

O diretor-geral da Organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus comentou sobre a pandemia de forma global: “Mas é um platô inaceitavelmente alto, com mais de 5,4 milhões de casos relatados de Covid-19 e quase 90 mil mortes na semana passada", ressaltando que, apesar da queda dos indicadores em variadas regiões, a entidade continua preocupada com os números.

Além disso, a Índia é uma das maiores preocupações, uma vez que, no último sábado (8), registrou mais de 4 mil mortes pela doença e mais de 400 mil novos casos, ainda assim, especialistas acreditam que os números oficiais estejam subestimados. A variante primeiramente encontrada no país, B.1.167, é digna de uma preocupação global. A autoridade técnica do órgão disse “Nós a classificamos como uma variante preocupante em nível global [...] Existe alguma informação disponível que indica uma transmissibilidade técnica” – disse Maria Van Kerkhove.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, também alertou sobre a nova variante: “A nova variante do coronavírus detectada no país é mais contagiosa e tem características que podem tornar as vacinas menos eficazes, contribuindo para a expansão da pandemia no país de 1,3 bilhão de pessoas [...] A variante B.1.167 apresenta mutações que aumentam a transmissão e que também podem torná-la potencialmente resistente aos anticorpos desenvolvidos por vacinação ou contaminação natural” – explicou.

A pesquisadora também ressaltou a importância de manter os cuidados para evitar o surgimento de novas mutações. “Quanto mais o vírus se replica, se espalha e é transmitido, mais aumenta o perigo de mutações e adaptações. Variantes que sofrem um grande número de mutações podem eventualmente se tornar resistentes às vacinas que temos hoje... E isso será um problema para todos” – finalizou a cientista. 

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