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Mulheres negras em ação

Representantes de São Gonçalo, Niterói e Maricá seguem para marcha em Brasília

relogio min de leitura | Redação 15 de novembro de 2015 - 20:41

Militantes de Niterói participam de movimento em prol de políticas públicas específicas

Foto: Divulgação

Combate ao feminicídio, investigação de todos os casos de violência doméstica, fim do racismo institucional. Estas são algumas das reivindicações que, pelo menos, 40 mil mulheres vão defender em Brasília, no dia 18 de novembro, durante a Marcha das Mulheres Negras. A expectativa é que as pautas sejam recebidas pelo Congresso Nacional e pela presidente Dilma Rousseff.

Somente do Estado do Rio, sairão 23 ônibus fretados, três deles oriundos de Niterói, São Gonçalo e Maricá. De acordo com a geógrafa Fabrícia Costa, funcionária da Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres de Niterói (Codim), a mobilização começou ainda no ano passado e contou com sete encontros de capacitação.

“O aumento de 20% no índice de homicídio de mulheres negras entre 2003 e 2013 aponta a necessidade e urgência de um olhar mais atencioso”, afirmou Fabrícia, tendo como base o Mapa da Violência 2015, divulgado no último dia 6.

Não é apenas a violência que incomoda as mulheres negras, segmento que compõe 25% da população brasileira, segundo dados do IBGE. Para a fundadora do Codim, Rosalia Lemos, as mulheres negras são preteridas no mercado de trabalho, no atendimento público de saúde, no acesso à cultura e na representatividade nos meios de comunicação.

“A Lei que instituiu o crime de feminicídio e o fim da revista vexatória nos presídios foram grandes conquistas do movimento feminista e do negro, mas ainda é pouco diante de tudo o que precisamos melhorar”, destaca Rosalia, doutoranda em Políticas Públicas pela UFF.

Também integrante do comitê niteroiense, a cabeleireira Ruth Souza comemora o pioneirismo do evento em reunir mulheres de baixa renda e sem acesso aos principais serviços públicos, segundo ela, vítimas diárias de racismo, mas que não denunciam o crime por falta de informação. Ruth vai ministrar uma oficina de turbante como parte da programação da marcha, que teve início no dia 13 com atividades culturais e palestras.

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