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Covid-19: Nova variante é identificada em circulação no Rio de Janeiro

Variante recebeu o nome de P.1.2

relogio min de leitura | Redação 06 de maio de 2021 - 15:35
Estudos estão sendo realizados para sequenciamento da Covid-19
Estudos estão sendo realizados para sequenciamento da Covid-19 -

Uma nova variante do coronavírus em circulação no Rio de Janeiro foi identificada pela Secretaria de Estado de Saúde. Chamada de P.1.2, ela é uma mutação da linhagem P.1, que foi surgiu inicialmente em Manaus, no Amazonas. 

O impacto epidemiológico da nova variante está sendo analisado e ainda não há informações se ela é mais transmissível ou letal. Das 376 amostras submetidas à segunda etapa de sequenciamento genético feito pela Secretaria de Saúde, a P.1.2 foi identificada em 5,85%. A P.1 continua com a maior frequência, aparecendo em 91,49% das amostras. Em menores proporções aparecem as linhas B.1.1.7 (2,13%) e P.2 (0,53%). 

De acordo com a secretaria de saúde, o Norte do estado é a principal região onde a variante foi encontrada, mas também há casos nas regiões Metropolitana, Centro e Baixada Litorânea. A subsecretária de Vigilância em Saúde da secretaria estadual e idealizadora da pesquisa, Cláudia Mello, afirmou que o monitoramento será feito a partir dos resultados encontrados.

"A partir do resultado, o monitoramento segue aprofundando os efeitos que seguem, ou seja, o comportamento epidemiológico da variante. Até o momento, não se pode avaliar se é mais transmissível e/ou letal", explicou Cláudia em nota.

Essa etapa da pesquisa investigou 376 amostras de 57 municípios, que foram selecionadas a partir dos genomas enviados ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen). A pesquisa é parte de uma iniciativa que busca sequenciar o coronavírus e prevê uma análise de aproximadamente 4.800 amostras em seis meses, sendo 400 por quinzena.

A ação conta com parceria do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Laboratório de Virologia da UFRJ, do Lacen, da Fiocruz e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio e é financiada pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

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