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País ultrapassa 400 mil óbitos pela Covid-19 e bate mais um trágico recorde

O novo recorde foi atingido logo após 36 dias de ter alcançado a marca de 300 mil mortos no país

relogio min de leitura | Redação 29 de abril de 2021 - 19:46
De acordo com especialistas da área da saúde, o Brasil ainda terá de enfrentar uma terceira onda com possíveis picos de casos no mês de junho, devido do Dia das Mães.
De acordo com especialistas da área da saúde, o Brasil ainda terá de enfrentar uma terceira onda com possíveis picos de casos no mês de junho, devido do Dia das Mães. -

Brasil bateu mais um trágico recorde nesta quinta-feira (29), alcançando a marca de 400 mil óbitos devido ao contágio da Covid-19, com 400.021 mortes e 14.541.806 casos confirmados da doença. Os dados são baseados pelas informações do consórcio de imprensa. O novo recorde foi atingido logo após 36 dias de ter alcançado a marca de 300 mil mortos no país.

 O país ainda enfrenta grandes dificuldades referente ao combate ao novo vírus, mesmo depois de cerca de um ano de pandemia. Muitos foram os impasses para uma visão melhor do cenário atual, como a lentidão na imunização, atrasos das doses, denúncias de fura-filas, e mais recentemente, o Senado abriu uma Comissão de Inquérito parlamentar (CPI) para investigar a responsabilidade do Governo Federal na omissão do enfrentamento da pandemia.

 De acordo com especialistas da área da saúde, o Brasil ainda terá de enfrentar uma terceira onda com possíveis picos de casos no mês de junho, devido do Dia das Mães. A suposta onda se deverá as reuniões familiares que devem ocorrer por conta do feriado, e a flexibilização do isolamento social em várias regiões. A médica e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia-Rio, Tânia Vergara, diz que com a baixa adesão as medias de proteção individual, como a não aglomeração, o uso de máscaras e higienização das mãos, e ainda levando em conta o contexto pandêmico atual e acerca da imunização, a terceira onda é questão de tempo.

 “Inicialmente, o feriadão prolongado com certeza ajudou porque diminuiu a circulação de pessoas. Mas, se quando acaba o feriado as pessoas acham que acabou a pandemia, não resolve nada”, revela Tânia Vergara.

 Crystina Barros, pesquisadora do Centro de Estudos em Gestão de Serviços de Saúde do COPPEAD/UFRJ, ressalta que a Economia e a Saúde não “andam de mãos dadas” para oferecer medidas que de fato as pessoas precisem, e pontua o erro de não coordenar tais pastas, ao qual deveriam estar trabalhando para a preservação da vida. “(As áreas da) Economia, Saúde e Educação não se falam. Nós estamos há um ano lutando contra a Covid e em nenhum momento os pesquisadores disseram que o lockdown deveria vir sem garantir a subsistência das pessoas”, afirma. 

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