Jornalistas que gravavam documentário sobre caça ilegal morrem após ataque de grupo terrorista
Os dois profissionais são da Espanha; caso aconteceu em Burkina Faso

Dois jornalistas morreram após um ataque de terroristas no leste de Burkina Faso, país do continente africano, na última segunda-feira (26). O ataque causou também o desaparecimento de um morador local, a morte de mais uma pessoa e deixou mais três envolvidos feridos. Os jornalistas eram o diretor e produtor David Beriain e o cinegrafista Roberto Fraile. Os dois são da Espanha e estavam no país africana gravando um documentário. A confirmação da morte dos dois foi dada por veículos internacionais.
Segundo informações do Associated Press, o grupo terrorista responsável pela morte dos jornalistas é conhecido como "jihadistas". Autoridades das Relações Exteriores da Espanha afirmam que os corpos dos trabalhadores da imprensa foram encontrados já sem vida e a morte foi confirmada na terça-feira (27). O The Guardian afirmou que dois jornalistas estavam realizando gravações com drone para o documentário quando foram atacados por pessoas que se aproximaram utilizando duas caminhonetes e seis motos.
Os dois jornalistas eram engajados na questão ambiental e atuavam em uma ONG que protegia a natureza. O documentário atual que eles estavam gravando falava sobre a caça ilegal de animais na região e explicava como o governo do país estava implementando medidas para tentar impedir isso.
Líderes da Espanha se movimentaram nas redes sociais compartilhando a informação e prestando solidariedade aos familiares das vítimas.
A coordenadora do programa para a África do Comitê para a Proteção de Jornalistas afirmou que o caso deve ser avaliado. “As autoridades em Burkina Faso devem investigar de forma completa e transparente os assassinatos dos jornalistas David Beriain e Roberto Fraile e garantir que os responsáveis sejam encontrados e levados à justiça. Frequentemente, jornalistas são mortos impunemente; as autoridades devem garantir que isso não aconteça neste caso, e devem encontrar os agressores e os planejadores deste ato violento de uma vez", disse ela, segundo a Revista Quem.
Fontes afirmaram que esta não foi a primeira vez que o grupo terrorista responsável atuou no local, pelo contrário, eles realizam investidas na região com frequência.
Além dos jornalistas, o diretor da ONG Fundación Chungeta Wildlife, o irlandês Rory Young, também morreu no ataque.