Site revela que escutas telefônicas sugerem que comparsas de Capitão Adriano procuram por Bolsonaro
O possível contato com o presidente ocorreu no dia 9 de fevereiro, depois da morte de Adriano Nóbrega

De acordo com informações do relatório da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio, publicados no sábado (24) através do site ‘The Intercept’, comparsas do Adriano Nóbrega fizeram contato com o presidente Jair Bolsonaro depois da morte do miliciano, em fevereiro do ano passado.
Após escutas telefônicas serem analisadas pelos agentes, foi apontado que integrantes da rede de proteção do Capitão Adriano, durante período em que estava foragido da Justiça, procuraram por Bolsonaro. As referências encontradas nas ligações foram “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro”.
No caso, o possível contato com o presidente, que ocorreu no dia 9 de fevereiro, depois da morte de Adriano em operação policial na Bahia, chamou a atenção na investigação. A partir de quebras de sigilo telemático e telefônico de pessoas suspeitas de ajudarem o Capitão Adriano a se esconder por 383 dias da Justiça complementaram o relatório.
Conforme reportagem realizada na ‘The Intercept’, fontes do Ministério Público do Rio (MPRJ) foram apuradas e ao qual indicaram que “o cara da casa de vidro” seria um pseudônimo para os Palácios do Planalto e da Alvorada, sedes do governo federal e da casa oficial de Jair, devido a ambos os ambientes possuírem faixadas de vidro.
Foi solicitado pelo MPRJ que a justiça interrompesse a quebra dos dados telefônicos dos suspeitos, visto que os procuradores necessitam levar o inquérito para a Procuradoria Geral da República (PGR). Até o momento, a PGR revelou que as procuras realizadas no sistema por meio dos números do processo apontado não apresentaram resultados.