Bolsonaro veta Orçamento de 2021 e interrompe obras de 'Casa Verde e Amarela'
Cerca de 200 mil unidades habitacionais foram suspensas

A verba para a continuação das obras da faixa 1 do ‘Minha Casa, Minha Vida’, renomeado pelo governo de ‘Casa Verde e Amarela’, foi praticamente zerada devido ao veto do presidente Jair Bolsonaro ao Orçamento deste ano. Foram cortadas as despeças de R$ 1,37 bilhão que estavam sendo reservadas ao Fundo de Arrecadamento Residencial (FAR), ao qual contribuíam com as obras do faixa 1 do programa habitacional à famílias de baixa renda.
A partir do mês de maio, mais de 200 mil unidades habitacionais serão interrompidas, em razão da sobra de R$ 29 milhões para continuar com o programa. Até mesmo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) ficou impressionado com o corte, já que as despesas estavam previstas na proposta orçamentária enviada pelo governo em agosto de 2020. As informações são do jornal ‘Estadão’.
De acordo com as informações, quantias, menos significativas, que foram inseridas via emenda também sofreram veto, contudo, o MDR não esperava tais recursos.
Bolsonaro tem utilizado a ‘Casa Verde e Amarela’ como vitrine, visto que já realizou inúmeras viagens para o lançamento de novas unidades habitacionais ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Uma das maiores pastas beneficiadas pela escolha do Congresso de aumentar as emendas parlamentares à custa do encobrimento em despesas obrigatórias, foi a de Marinho. Com isso, foi dado um ponta pé inicial para que o desentendimento antigo que há entre ele e o ministro da Economia, Paulo Guedes, florescesse.
Apesar de ser um dos maiores beneficiários com a ação, o MDR foi apontado como o maior alvo dos cortes, com R$ 8,6 bilhões vetados e cerca de R$ 827,2 milhões bloqueados.