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Paralisação de rodoviários na próxima segunda divide opiniões de passageiros

Categoria pede para ser incluída no grupo prioritário da vacinação

relogio min de leitura | Daniel Magalhães 23 de abril de 2021 - 16:20
Maioria dos passageiros considera rodoviários grupo de risco e apoia inclusão no cronograma
Maioria dos passageiros considera rodoviários grupo de risco e apoia inclusão no cronograma -

A paralisação dos rodoviários, motoristas e cobradores de ônibus pode não acontecer mais na cidade do Rio, após a categoria ser incluída no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19. No entanto, a greve ainda está nos planos dos rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá, que ainda lutam para que sejam vacinados juntamente a outros grupos prioritários. A paralisação tem dividido opiniões dos moradores das cidades da Região Metropolitana ou de quem trabalha nelas. 

Marcada para a próxima segunda (26), a paralisação é apoiada por alguns que utilizam o transporte público diariamente, enquanto outros apoiam com ressalvas, temendo o caos que pode acontecer na próxima semana diante da falta dos ônibus. 

Morador de São Gonçalo, mas que precisar ir diariamente à Niterói para trabalhar, Márcio Paulo, de 46 anos, concorda com a paralisação, apesar de ser diretamente afetado por ela. Para ele, o motivo é que os rodoviários também estão diariamente correndo risco de contaminação. 

"Eles têm que ter prioridade, eles estão na rua trabalhando diretamente com o público, assim como agentes de segurança, setor de alimentação, tem que ter um plano de vacinação para eles também.", disse. 

"A princípio eu acho boa, porque eles também são prioridade, estão na linha de frente, mas como a gente também trabalha todos os dias, tem que acordar cedo, cumprir horário, a gente também é prioridade. Então eu concordo e não concordo porque a gente tem que trabalhar para levar o pão de cada dia para os nossos filhos e eles também", se dividiu Luciane do Vale, de 34 anos, moradora do Apollo, que precisa pegar duas conduções por dia para chegar ao trabalho.

A estudante Monique Lorena, de 22 anos, e Luciana Batista, de 42, concordam com a categoria e com a paralisação. "Eu super concordo, nada mais justo eles serem vacinados já que também estão na linha de frente", disse Monique, que mora no Centro do Rio e trabalha em Niterói. Luciana acredita que os rodoviários precisam mesmo parar até que suas reivindicações sejam atendidas. "Tem que parar tudo mesmo. A gente fica em casa, não trabalha, sem vacina ninguém trabalha. Todo mundo tem que ser vacinado para trabalhar tranquilo.", disse.

De acordo com um levantamento do SINTRONAC (Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo), a inclusão dos rodoviários nestas cinco cidades não afetariam o cronograma da vacinação. Em Niterói seriam necessárias 3.443 doses para os rodoviários de 12 empresas; em São Gonçalo, 7.147 profissionais em 14 viações; em Maricá, 1.226 em uma companhia; em Itaboraí, 263, também em uma empresa; e, em Tanguá, sete vacinas para os rodoviários de uma viação.

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