Manoel Lago, escritor líder do Povo do Livro, de Maricá, morre vítima da Covid-19
Escritor, poeta e artista plástico tinha 69 anos

Faleceu nesta quarta-feira (14), o escritor, poeta e artista plástico Manoel Lago, idealizador e líder do coletivo de escritores Povo do Livro, de Maricá, aos 69 anos, vítima de complicações da Covid-19.
O coletivo emitiu nota de homenagem e solidariedade aos amigos e familiares do escritor.
"Expressamos nossa admiração por nosso líder, mentor e fundador do Grupo Povo do Livro Escritores de Maricá, por sua lealdade e bravura na luta e na defesa das expressões artísticas e culturais de todos os cidadãos Maricaenses, principalmente em seu engajamento na organização dos eventos literários Festival Internacional da Utopia e FLIM- Feira Literária de Maricá.
O Grupo Povo do Livro Escritores de Maricá permanecerá unido e continuará na luta e na defesa dos objetivos e ideais consolidados por nosso nobre amigo Manoel Lago em nossos corações.
Manoel Lago era um dos últimos representantes de uma geração de intelectuais da nossa política. Veio para o Rio de Janeiro a convite de Leonel Brizola, ex-governador do estado e gaúcho como ele. Foi discípulo de Darcy Ribeiro e participou da construção e inauguração de vários CIEPs, dando inclusive nome à um deles, CIEP Pablo Neruda, em Laranjal/ SG. Fato descrito por ele em um dos nossos gostosos papos, seja na Utopia ou nas FLIMs".
Legado artístico e literário
Manoel Luiz Lago Pereira, escritor, poeta, artista plástico e líder do Povo do Livro, de Maricá, nasceu em 13 de março de 1952, em Porto Alegre. Estudou no Colégio Militar e no colégio naval, também em Porto Alegre e na PUCRS, onde estudou relações públicas. Casado, ele deixa 5 filhos.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1983, trazido por Leonel Brizola, na época, trabalhando na Alerj. Conheceu Maricá em 1986, quando trabalhava com Darcy Ribeiro, no programa Especial de Educação. Programa que construiu os CIEPS, dando o nome a um deles de Pablo Neruda.Manoel só veio morar em Maricá em março de 2003, executando suas atividades no Rio até 2006.
Em Maricá, sua veia artística aflorou. Escreveu os romances Riacho Mágico, Vontade de Viver, A Mão que nos Embala e o livro de poesias: Perdi meus Alfarrábios. Costumava dizer que “a pessoa se torna escritora quando escreve poesias”. Começou a idealizar o grupo de escritores locais, buscando contatá-los, um a um.
Em 2013, começou a trabalhar na prefeitura a convite do prefeito Washington Quaquá.