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Bolsonaro volta a criticar levantamento do IBGE e coloca em dúvida índices de desemprego

Segundo o chefe do Executivo, a procura pela informalidade elevou esses números

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 09 de abril de 2021 - 13:02
Pesquisa do IBGE indica um aumento no desemprego no país
Pesquisa do IBGE indica um aumento no desemprego no país -

O presidente Jair Bolsonaro criticou novamente na última quinta-feira (8), o estudo sobre o desemprego no país, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Bolsonaro, a metodologia que era utilizada em outros governos pode mudar na nova gestão.

"Estamos criando empregos formais mês a mês. Mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE que atendia ao governo da época. No meu entender, é o tipo (de metodologia) errado. Pode mudar. É só ver o número de carteiras assinadas mês a mês. Saber se está aumentando e quantos estão na informalidade", comentou em entrevista à CNN.

A Pnad Contínua havia recebido críticas pelo presidente dois anos atrás. Nesse trimestre, o levantamento indicou 14,2% de desempregados no Brasil, o pior índice desde o começo da pesquisa do IBGE, no ano de 2012. São 14,3 milhões de brasileiros sem ocupação, com subida de 20 mil em relação ao último trimestre, entre agosto e outubro, e 2,4 milhões a mais em comparativo com o mesmo período de 2020, antes da pandemia.

Para o chefe do Executivo, a subida nos índices de desemprego se dá pela crescente procura pela informalidade. Ele ainda afirma que o levantamento do IBGE deveria incluir os que lutam pelo ‘ganha-pão’ sem vínculo na carteira.

"Vendiam churrasquinho de gato, água mineral no sinal, um biscoito na praia, um sorvete na arquibancada de futebol...", disse. "Não tem mais como catar latinha por aí, procuraram emprego".

Saída da presidente do IBGE

Depois de sofrer cortes de 96% do orçamento da instituição, a presidente Susana Guerra se demitiu da função. De acordo com os organizadores do Censo, o estudo fica insustentável com os valores disponibilizados pela Câmara dos Deputados.

Susana deixa o cargo de forma oficial nesta sexta-feira (9). O sucessor ainda não foi divulgado, mas se busca nos bastidores um profissional que conheça os métodos de execução do IBGE.

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