Pesquisadores da Fiocruz afirmam que ainda é cedo para flexibilização
O resultado do distanciamento social pode ser indicado no mínimo após 14 dias de seguimento das medidas adotadas

Nesta quinta-feira (08), o Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou uma nota técnica que expõem os indicadores do distanciamento social, casos e óbitos pelo vírus. A pesquisa que foi realizada entre os dias 26 de março e 2 de abril, recomenda atividades estratégicas, com o intuito de frear o contágio do coronavírus no Rio de Janeiro, indicando que as atenções devem permanecer.
De acordo com a pesquisa realizada pela fundação, mesmo com a aplicação das medidas restritivas impostas para combater o novo vírus, não é possível examinar os efeitos sobre a incidência e mortalidade na cidade, contudo é notório que seu impacto é elevado. Os pesquisadores informaram que o resultado do distanciamento social pode ser indicado no mínimo após 14 dias de seguimento das medidas, com a colaboração da população.
Os indicadores apresentaram que é preciso impulsionar a fiscalização nas áreas de lazer e praias, prorrogando as restrições de maneira mais severa, realizando o controle da entrada de pessoas nos estabelecimentos. Segundo os pesquisadores, as medidas devem andar de ‘mãos dadas’ ao aumento da aceleração da vacina na cidade. “Podemos afirmar que o esforço isolado do município do Rio de Janeiro pode não resultar nos efeitos esperados para a redução das taxas de ocupação de leitos, bem como para reduzir a circulação do vírus, que não conhece fronteiras administrativas”, afirmam em nota.