Morreu hoje o ambientalista Vilmar Berna
O jornalista passou por uma pneumonia grave

O jornalista Vilmar Berna, de 64 anos, faleceu nesta sexta-feira (2), no Rio de Janeiro, após enfrentar uma pneumonia grave. Ele já recebeu o Prêmio Global 500 da ONU e era reconhecido pela causa ambiental.
Vilmar era gaúcho, mas morava no bairro de Jurujuba, em Niterói. A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Niterói divulgou nota de pesar pela morte de Vilmar, que ocupava o cargo de um dos diretores na atual gestão da entidade. A causa da morte de Vilmar teria sido um infarto, mas pessoas ligadas a seus familiares comentaram que ele teria sido vítima de uma pneumonia.
O deputado Carlos Minc (PSB) comentou sobre a morte do colega em redes sociais:
"Vilmar dedicou a vida à ecologia. Trabalhou 8 anos no nosso mandato. Foi por 6 anos presidente da Associação Defensores da Terra. Escreveu 18 livros ecológicos e foi editor de jornal sustentável Defensor da Natureza. Muita tristeza. Abraços sentidos e solidários à família", disse o parlamentar.
Além do deputado, o prefeito de Niterói, Axel Grael (PDT), homenageou o colega:
"Quero expressar aqui a minha tristeza com a notícia da partida do Vilmar Berna. Ele sempre fez parte da minha trajetória como ambientalista. Obrigado Vilmar. Que siga em frente, agora em lutas mais elevadas. Aos familiares, meu carinho e solidariedade... Perder o Vilmar significa para mim a perda de um companheiro de caminhada. Para o movimento ambientalista é a perda de um militante de primeira hora, um nome que alcançou projeção regional, nacional e mesmo internacional, com o Prêmio Global 500. Mas, a luta ambientalista pressupõe perseverança e resiliência. E o Vilmar continuará a nos inspirar e a motivar a seguir em frente."
História na luta ambiental
O jornalista fundou diversas organizações focadas na pauta de luta ambiental. Dentre elas, destacam-se algumas no estado do Rio: Defensores da Terra (1984) no Rio de Janeiro, Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA), em Niterói e a Univerde (1980), em São Gonçalo.
Em 1999, foi reconhecido internacionalmente pela causa em que lutava. Vilmar foi um dos brasileiros que recebeu o Prêmio Global 500 da ONU, entregue no Japão. Na premiação, ao agradecer, o ambientalista discursou sobre a política de caça às baleias que ocorria no país, mas ao invés de ser interrompido pelo imperador na época, ele solicitou um interprete para entender sobre o assunto. Ao final da fala de Vilmar, o imperador Akihito contou que se aprofundaria na questão das baleias e conversaria com o primeiro ministro japonês sobre dados do assunto.