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Comerciantes sentem diminuição na venda de ovos de Páscoa e buscam alternativas

A dica é aproveitar as promoções

relogio min de leitura | Ana Carolina Moraes 01 de abril de 2021 - 10:08
Imagem ilustrativa da imagem Comerciantes sentem diminuição na venda de ovos de Páscoa e buscam alternativas

A Páscoa é celebrada neste primeiro domingo (04) de abril. No entanto, diferente dos outros anos, a venda de ovos de chocolate das grandes marcas nesta semana está sendo um pouco mais lenta e, consequentemente,  com menos lucros em São Gonçalo. Isso porque o comércio vem sentindo o peso da pandemia do novo coronavírus, em que muitas pessoas evitam se expor em aglomerações e não devem comprar tantos ovos para os parentes.

Segundo uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (FECOMERCIO), cerca de 8,3 milhões de fluminenses, o que representa 59,6% dos entrevistados, pretendem presentear pessoas nessa Páscoa. O número é 3,5 milhões a mais do que o estimado em 2020, no início da pandemia, mas ainda é baixo com relação a anos anteriores, nos quais o comércio seguia com as vendas normais, como em 2019, por exemplo, quando o órgão estimou que cerca de 1,4 milhão a mais de pessoas do que neste ano presentearam familiares na Páscoa. Com essa perspectiva, quem sofre são os pequenos comerciantes.

O SÃO GONÇALO pesquisou como anda a situação pelo Alcântara, que concentra um enorme centro comercial gonçalense, nesta quarta-feira (31). O comerciante Fábio Junior da Silva, de 38 anos, trabalha com sua barraca no local há cerca de 20 anos. Ele sempre vende produtos da época em sua barraca. Nesta Páscoa, no entanto, ele já sentiu que a venda de ovos está menor e, por isso, resolveu não se aprofundar nesse aspecto da celebração do dia 04. 

"Eu geralmente coloco ovos de Páscoa para vender aqui, mas, este ano, com a crise, eu senti que o comércio da área está mais parado. Por isso, pensei em focar a venda em barras de chocolate, pois as pessoas acabam comprando mais do que os ovos, por serem mais baratas. Criei até promoções, por exemplo, a pessoa que comprar 3 barras aqui, paga apenas R$ 11,99. Tudo isso para conseguir vender e vencer essa crise. Eu comprei apenas 20 ovos de Páscoa para vender na barraca, mas eu só os colocarei aqui na sexta-feira (02), para o pessoal ver e fazer um marketing para atrair as pessoas para as barras. Até porque nós, pequenos comerciantes, sofremos mais, já que as grandes empresas tentam vender tudo mais barato justamente pela situação ruim de vendas atualmente", contou o comerciante do Alcântara. 

O presidente da Associação Comercial, Empresarial, Industrial e Rural de Alcântara (ACEIRA) Fabiano Rodrigues, de 43 anos, explicou que também sente uma enorme queda na venda dos ovos de Páscoa em São Gonçalo. "A pesquisa da FECOMÉRCIO já indica que vamos ter um dos anos mais fracos de venda dos ovos de Páscoa. A gente tem percebido que as vendas tem caído num geral de 50% a 60%. Eu acredito que o movimento esteja muito fraco, até por causa do fechamento mais cedo das lojas nesse 'meio lockdown' dessa semana e não temos uma expectativa boa não, sendo sincero, mas vamos torcer para que seja melhor um pouco", relatou.

Danielle Lemos é mãe de dois jovens (uma menina de 16 e um rapaz de 21) e ela mesma relatou que não pretende comprar ovos de Páscoa para os filhos este ano, por conta dos preços considerados caros. "O preço do chocolate aumentou muito, os ovos estão cada vez mais caros. Nesse momento, eu acredito sim que as barras de chocolate podem substituir os ovos e as crianças, inclusive, entendem isso. A minha filha, por exemplo, pediu o dinheiro que eu gastaria no ovo para ela ao invés do ovo, já que o preço está alto. Eu acredito que os ovos de colher são uma opção nesta Páscoa, já que, por serem artesanais, as pessoas acabam cobrando um pouco mais barato", relatou a professora de 42 anos.

Para os gonçalenses, a dica para adquirir os tradicionais ovos de Páscoa é: aproveitar as promoções. Assim, as pessoas podem celebrar a data e curtir um saboroso chocolate mesmo em meio à crise. 

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