Caso Henry: Doutor Jairinho telefonou para o governador do Rio horas após a morte da criança
Pedido da defesa de mãe e padrasto para adiar simulação do caso foi negado, nesta quarta-feira (31)

De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, do O Globo, o vereador carioca Doutor Jairinho, investigado pela morte do menino Henry Borel, telefonou para o governador em exercício no Rio de Janeiro, Claudio Castro, no dia 8 de março para relatar sobre o caso.
Na ligação, o vereador contou a Castro sua versão do episódio, que ele e a mãe de Henry o encontraram desacordado no quarto e o menino foi encaminhado para um hospital. Ou seja, a mesma versão que conta para a polícia.
O jovem Henry morreu na madrugada do dia 8. Nesse caso, a conversa entre Jairinho e Castro ocorreu antes de do episódio chegar ao noticiário.
Segundo um relato feito pelo governador a interlocutores, Jairinho questionou sobre o qual seria o procedimento das autoridades. Ainda de acordo com o mesmo relato, Castro respondeu que não se envolveria no caso e que a Polícia Civil, ou mais especificamente a 16ª DP, iriam apurar o episódio.
De acordo com Lauro Jardim, Jairinho procurou policiais e secretários de estado para que lhe contassem sobre as investigações e pressioná-los.
Na noite desta quarta-feira (31), a defesa do vereador e da mãe do menino, Monique Medeiros, requereu o adiamento da reprodução simulada da morte da criança. No entanto, a Polícia Civil negou o pedido. As informações foram divulgadas pela rádio BandNews.
Com isso, a reconstituição segue marcada para esta quinta-feira (01), às 14h, no apartamento do casal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Henry Borel Medeiros tinha 4 anos e chegou já morto a um hospital particular do Rio de Janeiro no último dia 8 de março. O laudo da necropsia indicou que Henry foi vítima de uma hemorragia interna e laceração hepática, além de lesões como hematomas, edemas, equimoses e contusões pelo corpo.