Moradora da Brasilândia busca atendimento para o câncer de mama em São Gonçalo
Anna Claudia Rocha também sofre de depressão e tem problemas de mobilidade

A dona de casa Anna Claudia Rocha, de 58 anos, enfrenta o câncer de mama há cerca de sete anos e segundo familiares, não encontra o atendimento necessário em unidades médicas próximas à sua residência. Com recomendação de intervenção cirúrgica, a última consulta médica especializada pela qual passou foi no ano de 2018 no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.
Mas devido à distância e a falta de condições financeiras e de mobilidade da paciente, a continuidade do tratamento em outro município não foi possível. A família enfrentou dificuldades para mantê-la em casa e custear os meios de locomoção semanal para outra cidade.
Ainda segundo familiares, a paciente também não tem condições psicológicas para realizar o tratamento no Inca. "A última vez que ela foi lá, foi extremamente mal tratada e disseram que iria morrer", contou a nora. Além do câncer, Anna Claudia sofre de ansiedade e depressão.
Desde então, a família vem buscando tratamento numa unidade de saúde do bairro onde mora, mas segundo eles, não há vagas, e a paciente segue sendo tratada com medicamentos naturais paliativos para a dor.
Em resposta, a Prefeitura de São Gonçalo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que "a paciente pode se dirigir à central de regulação da Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo, no São Gonçalo Shopping, das 9h às 17h, se ela já passou por consulta médica, tem exames e encaminhamento para o tratamento pelo setor de oncologia. De lá, ela deverá ser encaminhada para o tratamento necessário, podendo chegar à cirurgia. O encaminhamento pode ser feito para o Inca, no Rio; para a cidade de Rio Bonito ou São Gonçalo, dependendo do seu caso. A Prefeitura de São Gonçalo disponibiliza transporte para tratamento em outras cidades e o agendamento deve ser feito na garagem da Prefeitura, na Brasilândia, sujeito à disponibilidade de vagas. Se a paciente ainda não tem diagnóstico fechado e encaminhamento, ela precisa de consulta e exames e deve procurar o Espaço Rosa, que fica no Zé Garoto – local especializado para o diagnóstico".
A Secretaria Estadual de Saúde não encaminhou resposta sobre o caso até o momento.
Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca*