Rio identifica aumento de novos casos de variantes do coronavírus
De acordo com o secretário municipal de Saúde a taxa de mortalidade na UTI é 40%

O Rio identificou 129 casos das novas variantes do coronavírus somente esta semana, sendo 123 de moradores da cidade. Os dados não dizem respeito exatamente a infecções ocorridas nos últimos sete dias, mas aponta uma circulação bem maior de variantes este mês na capital. Ao todo, foram registrados 183 casos desde que as variantes começaram a circular.
"Recebemos os resultados laboratoriais. A princípio, temos a predominância da variante P.1 (137 casos), e da B.1.17 (7). A maioria não evoluiu para situações mais graves. Foram 16 óbitos desse total", explicou Márcio Garcia, da subsecretaria de Vigilância em Saúde, na apresentação do novo boletim epidemiológico.
Segundo o secretário Daniel Soranz, hoje se tem certeza de que o aumento do número de casos é devido a essa variante.
Na coletiva de imprensa, o prefeito Eduardo Paes lamentou ter que adotar as medidas restritivas que começaram nesta sexta-feira, mas comemorou a evolução do calendário de vacinação. O prefeito afirmou que pedirá ao Ministério da Defesa o reforço das Forças Armadas para ampliar os locais de vacinação.
"Vou fazer contato com o ministro da Defesa para ter as Forças Armadas disponibilizando ajuda, para que a gente aplique mais vacinas em mais locais. A vacina está começando a acelerar. Estamos no dia 26 de março. Pode ser que em menos de um mês, o tal do IFA (ingrediente farmacêutico para produzir o imunizante) chegando, em menos de 30 dias estaremos com todo mundo com mais de 60 anos vacinados." afirmou Paes.
O prefeito chamou o dado de "angustiante". "De cada dez pessoas, quatro morrem. É horrível e angustiante dizer isso. Mas sem nossas medidas, esse percentual vai aumentar", disse Paes.
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, também alertou para a disparada no número de internações diárias. A taxa que transitava entre 30 internações diárias disparou para 150 por dia.
"Esse é o dado preocupante. São pessoas que tiveram Covid da forma grave. Este é o momento mais grave. Cresceu o número de leitos, mas cresceu o número de pessoas internadas. A mortalidade de um leito de CTI é de, no mínimo, 40%", disse o secretário.