Rio pode sofrer com falta de medicamentos para a intubação segundo diretor da AHERJ
O diretor da Aherj, Graccho Alvim, informa que há problemas sérios na entrega

De acordo com o diretor da Associação dos Hospitais do Rio (Aherj), Graccho Alvim, a cidade pode sofrer com a falta de medicamentos, como anestésicos, bloqueadores e drogas para a manutenção do coma induzido, e o abastecimento de oxigênio para o tratamento do coronavírus. Alvim revela que há problemas sérios na entrega desses produtos.
“A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anap) mandou uma carta dizendo que os estoques de alguns medicamentos só dariam até amanhã. A gente precisa que chegue anestésico para pacientes da Covid-19. O oxigênio tem um problema de logística de entrega, mas no Rio de Janeiro o consumo não está tão alto, ainda temos como abrir novos leitos”, informa Alvim.
A rede municipal da cidade absorveu demandas de moradores de outros estados neste mês, onde estão à procura de unidades de saúde de excelência em São Paulo, no Rio Grande do Sul, Brasília e em Minas Gerais, ao qual já possuem hospitais lotados. Segundo o diretor da Aherj, os leitos ocupados por pacientes do novo vírus estão aumentando a cada semana, tanto na cidade quanto em todo o Estado. “Várias cidades das Região dos Lagos, Região Serrana e Volta Redonda, que acaba recebendo pacientes de São Paulo, afirma Alvim.
A rede privada já possui 88% dos leitos ocupados no Rio, que recebe pacientes de outros Estados e do país. Alvim revela que os municípios de Niterói e São Gonçalo são os que se encontram menos saturados em toda a região.