Apresentadora da Record deixa emissora após fazer críticas à linha editorial do jornalismo
"Persisti na defesa da verdade", disse a jornalista

Jornalista e apresentadora do Jornal da Record, Adriana Araújo anunciou que vai deixar a emissora nesta sexta-feira (19), após 15 anos de serviços prestados. Ela fez críticas à linha editorial adotada pelo setor de jornalismo da empresa em carta de despedida enviada aos colegas de trabalho.
"Fui repórter do começo ao fim desse ciclo, ao persistir na defesa da notícia, da verdade. E quero me lembrar daqui 20 ou 30 anos que, num dos momentos mais dramáticos da humanidade, me posicionei ao lado da ciência e da vida", escreveu. "E lutei por preservar a dignidade profissional da qual não se pode abrir mão. Vou sempre me lembrar de quem caminhou junto comigo nessa jornada. Felizmente todos eles sabem quem são", disse.
Em junho do ano passado, Adriana havia sido afastada do Jornal da Record, no qual foi apresentadora por mais de uma década, depois de ter discordâncias com a linha editorial em relação às notícias sobre a pandemia de Covid-19. Em sua opinião, a emissora estava amenizando os impactos do vírus. No entanto, em seu texto, não há menção explícita sobre seus desentendimentos com a cúpula do jornalismo do canal.
Recentemente ela estava conduzindo o programa "Repórter Record Investigação", que será levado adiante pelo jornalista Roberto Cabrini. Ela disse a amigos que pretende passar um tempo afastada do trabalho e que se dedicará a escrever um novo livro onde vai contar a história do nascimento da filha, que nasceu com uma deformidade ortopédica rara e de efeitos muito dolorosos.
A jornalista começou sua carreira em 1995, como repórter na TV Globo, em Belo Horizonte e, depois, foi transferida para a sucursal em Brasília. Foi para a Record em 2006, onde estava até hoje. Segundo informações, Adriana ainda não assinou contrato com nenhuma outra emissora de televisão e desmentiu recentemente boatos de que estaria conversando com a CNN Brasil