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Flordelis chora durante sessão do Conselho de Ética e diz ser inocente

Deputada também falou sobre "perseguição pública" contra ela

relogio min de leitura | Redação 16 de março de 2021 - 17:11
Flordelis chorou e alegou inocência
Flordelis chorou e alegou inocência -

A deputada Flordelis (PSD) voltou a afirmar ser inocente durante a reunião do Conselho de Ética da Câmara, realizada nesta terça-feira (16), onde fez sua própria defesa no processo em que é acusada por quebra de decoro parlamentar. A pastora chorou ao negar as acusações de que tenha sido a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto a tiros na garagem de casa em Niterói, em 2019.

Flordelis é alvo de uma representação por quebra de decoro parlamentar, que pode levar à cassação. A reunião do conselho foi convocada para que o relator do processo, deputado Alexandre Leite (Dem-SP), apresente um plano de trabalho para a análise do caso. O planejamento deve incluir um cronograma das testemunhas que serão ouvidas pelo conselho.

Durante a sessão, a parlamentar afirmou que está sofrendo uma "perseguição pública implacável" e pediu que os deputados não cometam injustiças. "Quero pedir que não cometam nenhuma injustiça comigo. [...] Eu sou inocente. eu não mandei matar meu marido. Eu não participei de nenhum ato de conspiração" ´...] "O que está acontecendo é o assassinato da minha reputação do meu nome", disse Flordelis.

A deputada também voltou a dizer que não sabia de nada e que não teve coragem para ouvir a confissão da filha.

"Eu não sabia o que estava acontecendo dentro da minha casa. Eu não sabia que meu marido estava assediando a minha filha", afirmou. "Depois que a minha filha confessou eu ainda não tive coragem de ouvir a confissão toda da minha filha, mas eu fiquei sabendo. (...) Não era esse o caminho que ela tinha que tomar. Eu sou a favor da vida", disse.

Durante depoimento em janeiro deste ano, uma das filhas da pastora, Simoni dos Santos Rodrigues, afirmou que pagou R$5 mil para mandar matar Anderson. Ela disse que a quantia foi entregue à sua irmã, Marzy Teixeira. Segundo Simoni, a decisão foi tomada devido as constantes investidas sexuais do pastor.

No dia 23 de janeiro, o Tribunal de Justiça do Rio determinou que a deputada fosse afastada do mandato até que as acusações criminais fossem julgadas. No entanto, a Câmara dos deputados ainda não encaminhou o assunto ao plenário, que tem a palavra final para confirmar o afastamento ou rejeitá-lo. Dessa forma, Flordelis continua no exercício do mandato e pode participar normalmente das sessões e votações, além de continuar recebendo o salário de deputada.

Desde outubro do ano passado, Flordelis tem sido monitorada por tornozeleira eletrônica. Ela é ré por cinco crimes relacionados à morte de Anderson, incluindo homicídio triplamente qualificado e associação criminosa. A parlamentar nega todas essas acusações e, por ser deputada, ela possui imunidade parlamentar e só poderia ser presa em flagrante.

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