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Diretor do HEAL teria determinado vacinação em ex-enteados

Os jovens não eram do quadro de funcionários do hospital

relogio min de leitura | Redação 15 de março de 2021 - 09:38
O caso ocorreu em janeiro
O caso ocorreu em janeiro -

A Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) está investigando o caso de dois estudantes, um jovem de 16 anos e uma mulher de 20 anos, que, apesar de não fazerem parte dos grupos prioritários do Covid-19, teriam sido vacinados contra a doença no Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL). Segundo as informações do Extra, os dois receberam o imunizante após uma ordem de Rogério Casimiro, o diretor técnico do hospital e ex-padrasto dos dois jovens, no dia 28 de janeiro.

O caso está sendo investigado e depoimentos de funcionários do hospital estão sendo colhidos. Casimiro era casado com Adriana Moraes, a mãe dos dois jovens supostamente imunizados. 

Segundo informações, a situação ocorreu após o número de imunizados pela vacina no HEAL ter sido menor do que o esperado. Ao todo, 1.871 pessoas deveriam ter recebido o imunizante na unidade de saúde, no entanto, o hospital só recebeu 1.260 doses e, no primeiro dia, apenas 295 pessoas foram receber a vacina, já que outras 105 já haviam sido vacinadas em outros hospitais. Com isso, Rogério Casimiro pediu que estagiários, acadêmicos de Medicina e outros funcionários que não eram da linha de frente contra o Covid tomasse vacina, incluindo os dois adolescentes que eram seus enteados.

Ao emitir uma nova lista com as novas pessoas que deveriam ser imunizadas no hospital, um funcionário identificou o nome dos dois jovens e de um outro médico. Os três, no entanto, não faziam parte dos funcionários do hospital. Eles foram imunizados por uma enfermeira que afirma ter recebido ordens diretas de Casimiro. Na ocasião, o médico a informou que os dois jovens eram acadêmicos de Medicina e quando ela foi confirmar a informação, a profissional foi criticada. Vale lembrar que um dos enteados de Casimiro, um jovem de 16 anos, nem terminou o colégio, ou seja, ele realmente não é ligado a área de Medicina para receber o imunizante.

A DCC-LD analisa agora as listas dos imunizados emitidas pelo hospital e aguarda o depoimento do médico acusado. Até o momento, Casimiro é acusado de infração de medida sanitária preventiva, falsidade ideológica e peculato-desvio. A advogada Carolyne Albernard negou que Casimiro tenha vacinado seus enteados e disse apenas que ele remanejou as doses da vacina para outras pessoas que trabalhavam no hospital. Como argumento, a mesma ainda disse que o médico não usou de seu cargo para vacinar seus filhos e sua mãe idosa de 84 anos, por exemplo, e, por isso, não teria utilizado para vacinar os dois ex-enteados.

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