Nova variante é divulgada por pesquisadores que alertam sobre alta transmissão
A cepa N9 já atingiu quase todas as regiões do país, com exceção do Centro-Oeste

Cientistas brasileiros acabam de identificar uma nova variante da Covid-19, que pode ser considerada potencialmente mais transmissível. A cepa chamada N9 é temida pelos pesquisadores, devido a sua capacidade de escapar do ataque dos anticorpos, reduzindo então a eficácia das vacinas. No dia 1 de novembro, a mutação foi indicada pela primeira vez no estado de São Paulo. Como sua transmissão é altamente veloz, ela já atingiu quase todas as regiões do país, com exceção do Centro-Oeste.
De acordo com a revista científica ‘Genomic Epidemiology’, a pesquisa foi realizada a partir do sequenciamento genérico e análise de 195 amostras de pacientes contaminados com o novo vírus. “A identificação da nova variante foi feita em um pequeno número de amostras, mas nos causa preocupação porque já está em praticamente todo o País. Ela foi identificada pela primeira vez em dezembro e continuou se espalhando”, disse o virologista Fernando Spilki, coordenador da Rede Corona-ômica.
Duas linhagens tomavam conta da pandemia no 1° semestre do ano passado no Brasil, sendo elas a B.1.1.28 e a B.1.1.33. As mutações P1 e P2 foram geradas a partir da B.1.1.28, e até o momento, a P2 é a dominante. A P1 (variante amazônica) foi identificada no final de 2020, tendo um alto poder de transmissão. Já a N9 foi gerada a partir da B.1.1.33.
Os pesquisadores da Rede Corona-ômica, do Laboratório Nacional de Computação Científica, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal da Paraína, Universidade Estadual de Santa Catarina e Universidade Estadual do Rio de Janeiro assinam o trabalho referente a nova variante. Foi também descoberto pela Fiocruz durante análise de amostras.