Anistia Internacional Brasil fará ato em homenagem à Marielle e Anderson
Organização irá encaminhar uma petição com mais de um milhão de assinaturas

O próximo domingo (14) marcará os três anos da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Pensando nisso, a Anistia Internacional Brasil irá encaminhar uma petição, nesta sexta-feira (12), ao governador interino do Rio, Cláudio Castro, e ao procurador-geral da Justiça do Rio, Luciano Mattos. O documento teve mais de um milhão de assinaturas colhidas pelo Brasil e no mundo que exigem justiça por Marielle e Anderson. As informações são do Jornal O Dia.
Devido à pandemia do novo coronavírus, o movimento decidiu em realizar uma ação móvel para o ato “Vozes por Marielle e Anderson”. Um caminhão com um painel de led passará pela área em que os assassinatos ocorreram, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pelo Palácio Guanabara, com a mensagem: “três anos é muito tempo sem respostas! Exigimos justiça para Marielle e Anderson”.
"A Anistia Internacional Brasil cobra por justiça desde o início do caso. Três anos é tempo demais para não se saber quem mandou matar Marielle e por quê. Nossa mobilização exigindo justiça rompeu as fronteiras do Brasil e ganhou adesão de milhares de pessoas ao redor do mundo", disse a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck.
A ação do movimento teve a participação de várias nações do mundo, como Alemanha, Chile, Espanha, Argentina e França. No dia 14, a organização publicará um vídeo em seus perfis oficiais nas redes sociais. O conteúdo lembrará a trajetória de Marielle, junto com a história de outras defensoras de direitos humanos, e será narrado pela atriz Taís Araújo.
"No Brasil e no mundo, defensores dos direitos humanos ainda são ameaçados, perseguidos e assassinados. Nosso país é o terceiro mais perigoso para defensores de direitos humanos e do meio ambiente. Os Estados devem garantir a segurança e a liberdade de atuação dessas pessoas que lutam pelos direitos humanos, além de garantir que, caso seus direitos sejam ameaçados ou violados, sejam realizadas investigações sérias, imparciais e efetivas que levem à identificação e julgamento dos responsáveis. A impunidade não pode ser a resposta para o brutal assassinato de Marielle”, afirmou a diretora-executiva.
Segundo a Anistia Internacional Brasil, em conjunto com o Instituto Marielle Franco, o movimento requereu audiências online para se encontrarem com o governador Claudio Castro e o procurador-geral do Rio, Luciano Mattos. A organização diz que ainda não obteve respostas.
"Enquanto as autoridades não resolverem esse crime, elas estão enviando uma mensagem clara a brasileiros e brasileiras e ao mundo que violações contra defensores dos direitos humanos são permitidas no Brasil. Exigir justiça para Marielle é não permitir que outro assassinato de defensores dos direitos humanos fique impune", esclarece a diretora-executiva.