Levantamento de OSG mostra que preço médio da gasolina em São Gonçalo ultrapassa R$ 6,00
Pesquisa do OSG analisou preços em diferentes bairros do município

A Petrobrás anunciou na última segunda-feira (8) mais um aumento no preço da gasolina. Este já é o sexto reajuste no combustível desde o início do ano. O preço do litro da gasolina já subiu mais de 50% em 2021. O diesel também foi reajustado pela quinta vez no ano. A elevação dos preços foi anunciada para as refinarias, mas o aumento é naturalmente repassado para os postos de combustíveis e aos consumidores, que ainda não se acostumaram com a mudança repentina de preços.
O OSG foi às ruas de São Gonçalo nesta terça-feira e realizou uma pesquisa de preços da gasolina e do diesel em diferentes postos localizados em pontos estratégicos e de grande movimentação na cidade. Ao todo, foram pesquisados 10 postos de combustíveis. A pesquisa aponta uma diferença considerável de preços, com variações de até 40 centavos no valor da gasolina entre postos localizados há poucos quilômetros de distância um do outro.
Os postos analisados estão localizados nos bairros Alcântara, Barro Vermelho, Centro, Jardim Catarina, Lindo Parque, Pita e Santa Catarina.
O preço mais baixo da gasolina foi encontrado no Barro Vermelho, onde o litro do combustível é vendido por R$ 5,84. Poucos quilômetros depois, no Centro, o motorista tem que desembolsar R$ 6,29 pelo litro do combustível. Realizando uma média entre o preço da gasolina nos 10 postos de combustíveis analisados, a média de preço em São Gonçalo é de R$ 6,04, pouco mais de R$ 0,40 do previsto pela Agência Nacional de Petróleo, que estimou que o preço do combustível nas bombas de todo o Brasil poderia chegar a R$ 5,60.
O preço médio do diesel no município é de R$ 4,41, de acordo com o levantamento do OSG. Os motoristas encontram o diesel mais caro no bairro Mutondo, enquanto o preço mais acessível pode ser encontrado no Barro Vermelho.
Motoristas de São Gonçalo não estão contentes com os constantes aumentos e reclamam sobre o quanto a mudança tem impactado no trabalho e na rotina familiar.
"Eu gastava R$ 20 por dia para abastecer, hoje eu gasto R$ 30. Você gasta R$ 10 a mais e no final do mês já foi R$ 300. Em um país rico e cheio de recursos que nem o nosso a gente não devia pagar nem metade disso", contestou o motoboy Ricardo Júnior enquanto abastecia o veículo de trabalho em um posto de combustíveis em Alcântara.
Questionada, a Petrobrás ainda não se posicionou sobre os constantes aumentos dos combustíveis.