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Motorista tem carro furtado e aguarda indenização de seguradora há cinco meses

Caso com a seguradora Proteja Já começou em outubro de 2020

relogio min de leitura | *Matheus Mattos 08 de março de 2021 - 14:09
Imbróglio já dura quatro meses
Imbróglio já dura quatro meses -

O que seria um mero imbróglio entre um proprietário de um veículo e uma empresa seguradora já dura cinco meses, acumula prejuízos para um morador de São Gonçalo e virou caso de justiça. Josué Lopes da Rocha, morador do Mutuá, comprou um carro em julho de 2020 e logo assinou um contrato de seguro com a seguradora ‘Proteja Já Brasil Auto’. No entanto, em outubro de 2020, Josué teve seu carro furtado no Méier e acionou a empresa, que não realizou a indenização ao cliente.

O motorista de 40 anos conta que ao entrar em contato com a seguradora e pedir o rastreamento do veículo, foi solicitado que o cliente fizesse primeiro um boletim de ocorrência na delegacia. Josué fez o registro na polícia e a ‘Proteja Já’ pediu 30 dias para encontrar o veículo, e caso não achasse, começaria o processo de indenização.

De acordo com Josué, após os 30 dias, a empresa não localizou o carro e alegou que o documento de compra e venda do veículo estava rasurado e por isso não tinha como realizar o pagamento. O motorista de 40 anos confirmou o equívoco na hora da assinatura, relatando que a compra foi no nome do pai e que ele assinou errado no documento.

No entanto, conforme conta Josué, a seguradora reiterou que era necessário apenas um documento de procuração, feito em cartório, que passasse os direitos de decisão do pai para Josué. O documento foi feito e enviado para a empresa responsável pelo veículo.

Segundo Josué, depois do envio, a seguradora alegou que não poderia pagar por conta de uma pendência bancária do cliente. Contudo, o banco afirmou que isso não era um impeditivo e que a ‘Proteja Já’ poderia indenizar o motorista. Até o momento a situação não foi resolvida.

Josué ainda relata que continua quitando o carro mesmo sem ter o veículo e cita a dificuldade em pagar: “Eu não tenho condições de pagar uma coisa que eu não tenho, só estou pagando porque está no nome do meu pai, eu não posso parar porque não sei quando eles vão me pagar.”

O motorista de 40 anos, que comprou o veículo no dia do seu casamento, comenta como tem sido complicada a situação para ele e sua família: “Ficou difícil para mim e para minha esposa, né? Estou passando por uma dificuldade para pagar...”, completou Josué.

A reportagem de O SÃO GONÇALO entrou em contato com a seguradora ‘Proteja Já Brasil Auto’ e o responsável pelo atendimento, por conta do afastamento por Covid, pede desculpas pela demora na resposta e afirma que o caso será avaliado. 

*Estagiário sob supervisão de Cyntia Fonseca

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