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Controle urbano: Prefeitura de SG desaglomera e reorganiza comércio no Alcântara

Mesmo com ações constantes, comércio ilegal tenta marcar presença

relogio min de leitura | Ana Carolina Moraes 06 de março de 2021 - 15:20
Com a nova medida da prefeitura, as pessoas passaram a ter mais espaço para andar pelas ruas do Alcântara
Com a nova medida da prefeitura, as pessoas passaram a ter mais espaço para andar pelas ruas do Alcântara -

Quem passa pelo bairro do Alcântara tem a impressão de estar em outro lugar da cidade. Isso porque, desde o início deste ano, o comércio irregular do Alcântara vem sendo fiscalizado pela Prefeitura de São Gonçalo que  desaglomerou o 'emaranhado' de barracas quem eram vistas diariamente. 

Apesar da presença constantes de fiscais, o comércio irregular do Alcântara continua buscado 'brechas' para tentar marcar presença nas ruas do bairro. Em janeiro deste ano, o órgão público municipal iniciou ações de combate aos ambulantes não autorizados que ficavam nas Ruas Jovelino de Oliveira Viana, Yolanda Saad Abuzaid e no Viaduto do Alcântara. Estes ambulantes, além de não pagarem impostos, causavam prejuízos aos comerciantes e lojistas . Nesta sexta-feira (05), uma equipe do jornal O SÃO GONÇALO constatou que, mesmo com as novas medidas, algumas pessoas ainda insistiam colocar barracas na região. 

Sobre a ação da prefeitura, o presidente da Associação Comercial, Empresarial, Industrial e Rural de Alcântara (ACEIRA), Fabiano Rodrigues, de 43 anos, celebrou a nova medida. "O Alcântara melhorou cerca de 80% depois dessa medida. O prefeito não retirou o camelô, mas colocou a ordem na cidade, retirando apenas quem estava ilegal. A gente tem percebido uma melhoria até na média das vendas, pois o cliente não gosta de estar no caos, na confusão. As pessoas que gostam de um espaço organizado estão começando a voltar para o Alcântara. Claro, que ainda falta melhorar mais, porém temos percebido um avanço enorme. Temos 18 mil funcionários no nosso centro comercial e o nós precisamos vender, já que sem vendas mandamos mais funcionários irem embora e contratamos menos pessoas. Só o fato de já regularizar o que é lei, de fazer o certo dentro do Código de Postura do município, já ajuda as lojas a venderem mais e a contratarem mais. Estamos num momento de pandemia e de crise econômica, mas temos fé que tudo vai melhorar mais", disse ele que teve uma reunião com o Capitão Nelson para discutir temas de melhorias do município. 

Mesmo com ações constantes, comércio ilegal tenta marcar presença
Mesmo com ações constantes, comércio ilegal tenta marcar presença |  Foto: Ana Carolina
 

Além de Fabiano, outros lojistas do Alcântara se manifestaram sobre a nova ação da prefeitura. "A diminuição dos camelôs nas ruas realmente aconteceu e eu não fico do lado de ninguém, já que esses camelôs precisam de trabalho assim como os lojistas, mas eu compreendo a necessidade da ação da prefeitura. De fato, após essa mudança, houve uma melhora nas vendas da loja. Antes, as passagens das ruas eram fechadas pelos camelôs, agora as pessoas podem circular e compram mais produtos, pois veem melhor as lojas", comentou Dayana Miranda, de 35 anos, que trabalha como atendente de uma loja de cosméticos.

Já Kelly Ribeiro, de 37 anos, comentou que a retirada dos camelôs irregulares por parte da prefeitura fez com que a renda de sua loja diminuísse. "Diminuiu, pois, querendo ou não, os camelôs faziam a movimentação do povo na rua. Estávamos até comentando aqui que agora está tudo vazio, tem menos movimento e menos gente comprando. Eu até quero que esses camelôs retornem, mas, de fato, eles tem que se regularizar antes, até para não ficar aquela bagunça de fios e de 'gatos' de energia elétrica na região", contou a comerciante que trabalha no local há 7 anos.

Procurada, a Prefeitura Municipal de São Gonçalo ainda não se manifestou sobre a continuidade das ações no bairro.

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