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Vacinação: Bolsonaro afirma que não é o responsável pela compra de seringas

Defesa diz que atribuir esse dever a Bolsonaro é “ir de encontro à lógica”

relogio min de leitura | Redação 24 de fevereiro de 2021 - 14:28
Bolsonaro diz que responsabilidade das seringas é do Ministério da saúde
Bolsonaro diz que responsabilidade das seringas é do Ministério da saúde -

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, alegou em um documento endereçado à Justiça, que não é seu dever adquirir as seringas para a imunização contra a Covid-19 no país. A declaração foi exposta em um processo que Kim Kataguiri, deputado federal (DEM-SP), solicita que a Justiça obrigue o presidente a comprar seringas em larga quantidade para imunizar toda a população. A informação é do jornalista Rogério Gentile.

O processo foi aberto após Jair Bolsonaro anunciar que a compra de seringas estava suspensa, tendo em vista o aumento dos preços. "Se a gente compra com o preço lá em cima, a imprensa ia me acusar de ser corrupto, que comprei superfaturado. Então, foi suspensa", declarou Bolsonaro na ocasião. No documento, Kim Kataguiri afirmou ainda que as posições ideológicas do governo fizeram o mesmo negligenciar a vacinação e reforçou a necessidade das vacinas.

“Estamos no pico de uma pandemia e a demanda é altíssima", disse o deputado. Para Kim, o povo brasileiro “está morrendo", e não tem possibilidade de aguardar uma normalização do mercado para compra das seringas.

Em sua defesa, Bolsonaro alegou que a administração pública atua de maneira descentralizada e que a compra dos materiais para a imunização é incumbido ao Ministério da Saúde.

"Admitir-se a hipótese de que o Presidente da República seja o responsável pela aquisição ou não de determinado bem é ir de encontro à lógica da descentralização administrativa e, por conseguinte, da boa administração", colocou a defesa do presidente. De acordo com Bolsonaro, a equipe da saúde está fazendo todos os esforços e buscando a compra dos insumos.

Em opinião, o Ministério Publico Federal declarou que é a favor da obrigação ao presidente de comprar as agulhas e seringas.

A liminar ainda será avaliado pela Justiça.

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