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Estudantes da Firjan/Sesi São Gonçalo são finalistas de feira científica da USP

Projeto ambiental dos alunos da Firjan traz uma embarcação movida a energia solar

relogio min de leitura | Escrito por *Luann Motta Carvalho | 19 de fevereiro de 2021 - 13:35
Estudantes da Firjan são finalistas da FEBRACE
Estudantes da Firjan são finalistas da FEBRACE -

Um grupo de estudantes da Firjan SESI São Gonçalo chegou à final da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) da Universidade de São Paulo (USP), uma das feiras científicas para o Ensino Médio mais importantes do Brasil. A mostra de projetos finalistas da edição de 2021 da feira ocorrerá do dia 15 a 27 de março.

Inspirados nas aulas de ecologia, os alunos Carlos Eduardo Veras Keller, Rafaella Pessanha de Freitas e Daniel Caruso pensaram em uma solução para o problema da poluição na Baía de Guanabara, no trecho da Praia das Pedrinhas, no município de São Gonçalo. Assim, o projeto “Ecodraga – uma alternativa para o lixo flutuante” traz uma embarcação movida a energia solar, em alternativa aos combustíveis fósseis, com o intuito de limpar os resíduos desse trecho da baía.

Protótipo antigo da ecodraga feito na casa Firjan
Protótipo antigo da ecodraga feito na casa Firjan |  Foto: Divulgação
 

"A gente decidiu adotar energia solar por ser uma fonte de energia renovável. Não usamos gasolina para evitar o vazamento de combustível nos oceanos da Baía de Guanabara", disse Carlos Eduardo. "Atualmente, milhares de espécies marinhas morrem por conta do descarte incorreto dos resíduos e fluidos nos mares e rios. A ecodraga iria recolher esse lixo flutuante que fica no mar", acrescentou.

Carlos contou também que os materiais danosos jogados nos mares é igualmente perigoso para os seres humanos.

"Além de ser extremamente perigoso para os animais, também é perigoso para os seres humanos, porque podemos consumir peixes contaminados pelos resíduos", afirmou Carlos, que disse, também, que o número de lixos descartados incorretamente nos mares cresceu devido à pandemia.

Depois da estruturação da proposta ambiental, os estudantes gonçalenses, com as orientações da professora de Química, Aline Farias, e da professora de Matemática, Valéria Filgueiras, decidiram seguir um grande desejo: participar da FEBRACE. O projeto acabou sendo bem sucedido e está entre os finalistas da feira.

"Por mais que tenhamos nos dedicado na preparação do projeto para a Febrace, confesso que tivemos uma grata surpresa em sermos selecionados como finalistas. Essa é uma grande conquista para toda nossa comunidade escolar", disse Aline. "A sensação é de estar cumprindo com a missão de promover uma educação crítica e voltada para o social, que faça sentido para os alunos e para a comunidade. Mais do que isso, é uma grande satisfação despertar esse desejo pela ciência em alunos que ainda se encontram na educação básica. Isso mostra que fazer ciência não é algo tão inacessível e possibilita que os alunos aprimorem habilidades desejáveis para futura atuação como pesquisadores", completou.

Um dos objetivos da FEBRACE é descobrir novos talentos e incentivar a criatividade e a reflexão de estudantes quanto à cultura da ciência. A feira ocorre anualmente na USP e exibe uma grande mostra de projetos.

"É uma sensação única e totalmente nova, nunca tínhamos conhecido ninguém que chegou numa final de uma feira científica tão importante, estamos bastante orgulhosos de nós mesmos por saber que tivemos uma ideia que se tornou um sonho, e está sendo reconhecida!", celebrou Rafaella. "Perceber que o potencial deles e a qualidade do projeto foram reconhecidos numa feira tão importante deixa nosso coração quentinho", brincou a orientadora Valéria.

Protótipo novo da ecodraga que está sendo elaborado no FabLab da Firjan SENAI Niterói
Protótipo novo da ecodraga que está sendo elaborado no FabLab da Firjan SENAI Niterói |  Foto: Divulgação
 

Motivados pela conquista científica, desenvolver outros projetos de preservação do meio ambiente é um objetivo dos estudantes, que pretendem continuar a caminhada. As premiações seriam consequências positivas de ações positivas.

"Com certeza queremos continuar. Nada melhor do que ter a oportunidade de implementar nossas ideias em busca de benefícios para o meio ambiente. E claro que ganhar prêmios é incrível, mas é consequência da dedicação imposta pelo grupo, pois ver nosso projeto sendo reconhecido e quem sabe ser colocado em prática é o maior ganho e isso vale todo o esforço", afirmou Daniel.

"O nosso trio de futuros pesquisadores acabou de concluir o Ensino Médio na Escola SESI São Gonçalo e há uma grande possibilidade de que eles atuem como mentores no clube de ciências da escola, dando suporte aos demais alunos no desenvolvimento de novos projetos", disse Aline.

*Estagiário sob supervisão de Cyntia Fonseca

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