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Idoso e enfermeira irão depor sobre falsa vacinação em Niterói

Vídeo do ocorrido espalhou-se pelas redes

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 16 de fevereiro de 2021 - 17:06
Vacina foi aplicada sem a dose.
Vacina foi aplicada sem a dose. -

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, nesta terça-feira (16), que abriu um novo inquérito para investigar o caso da falsa vacinação, em Niterói. No ocorrido, uma técnica de enfermagem aplicou a vacina contra a Covid-19 em um idoso, mas a seringa estava vazia.

No Brasil, esse é o quarto caso registrado de não aplicação da vacina. Foram dois episódios no Rio de Janeiro, um em Niterói e outro em Petrópolis, e os outros dois em Alagoas e Goiás.

Os responsáveis pelo caso souberam do ocorrido pelas redes sociais. Até a segunda-feira (15), não tinha nenhuma ocorrência dessa natureza registrada na 76 DP (Niterói).

Já foi exigido em conjunto com a Secretaria Municipal de Niterói os nomes dos envolvidos no caso, do idoso e da enfermeira que aplicou a vacina, para serem ouvidos sobre a ocorrência. Nesta quarta-feira (17), a profissional prestará depoimento para explicar o que aconteceu no dia da imunização.

O incidente aconteceu no drive-thru da Universidade Federal Fluminense (UFF). No vídeo, mostra o exato momento que a seringa foi inserida sem a dose. Segundo a Prefeitura de Niterói, a enfermeira foi tirada do cargo e da vacinação, e o idoso foi vacinado corretamente em casa, no dia seguinte.

Mesmo com a principal investigação em curso, a prefeitura tenta apurar os fatos e tomar as medidas possíveis no caso. Além disso, o protocolo aponta que o Conselho Profissional de Enfermagem tome conhecimento da ocorrência, o que já foi feito, segundo a assessoria da prefeitura do município.

Se as denúncias se mostrarem verdadeiras, os profissionais de saúde envolvidos no caso podem pegar até 12 anos de reclusão, indiciados pelo crime de peculato.

Além da Polícia Civil e da Prefeitura de Niterói, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio também investiga as irregularidades durante a imunização. O Coren-RJ informou que os profissionais envolvidos serão ouvidos pelo Departamento de Ética, na tentativa de esclarecer os fatos.

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