Greve dos caminhoneiros no Rio é marcada por baixa adesão

Trânsito não foi afetado pelos protestos pontuais

Escrito por Redação 01/02/2021 12:49, atualizado em 01/02/2021 13:45
Posto em Seropédica apresentou circulação de caminhões, mas sem relação com a greve
Posto em Seropédica apresentou circulação de caminhões, mas sem relação com a greve . Foto: Divulgação

Marcada para esta segunda-feira (1º), a greve dos caminhoneiros ainda não é consenso entre toda a classe. O conflito de interesses é visível na baixa adesão de motoristas de caminhão na paralisação de hoje.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), caminhoneiros tentaram, por volta das 00h30 desta segunda-feira, criar um bloqueio na BR-101 na altura de Campo dos Goytacazes, mas a aglomeração foi desmobilizada e os caminhoneiros seguiram para uma rodovia estadual próxima.

No último sábado (30), a Justiça Federal do Rio concedeu uma liminar que proíbe os caminhoneiros em greve de bloquear, mesmo que parcialmente, trechos da rodovia BR-101, desde Campos, no litoral norte, a Paraty, no litoral sul.

Por volta das 5h, uma carreata marcada para o horário na BR-116, na altura de Barra Mansa, não foi iniciada devido a baixa adesão de motoristas. De acordo com a PRF, compareceram no local entre 15 e 30 caminhoneiros.

Em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio, equipes da PRF contiveram condutas iniciais, inclusive alguns pneus queimados. Houve uma concentração de caminhões mais cedo em um posto na cidade, mas sem relação com a manifestação, de acordo com PRF.

Segundo a última atualização da PRF, às 11h45, não há locais com concentração de caminhoneiros nas rodovias federais do RJ. Ainda segundo nota da PRF, todas as rodovias federais, sejam concedidas ou sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), estão com o fluxo de veículos livre, não havendo nenhum ponto de retenção total ou parcial.

O que os caminhoneiros reivindicam?

A greve dos caminhoneiros é motivada pelo aumento no preço de combustíveis. A classe também é contra a política da Petrobrás, que baseia os preços na paridade com as precificações internacionais.

Os caminhoneiros também questionam também os baixos preços dos fretes e o descumprimento da lei que prevê o piso mínimo de fretes.

Eles também reivindicam melhores condições de trabalho, como alterações nas regras de jornada e aposentadoria especial. 

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